sábado, 1 de março de 2008

Skol Rock Independente X Cover

Bar do Blues (Zé Garoto, São Gonçalo)


A KOMBI QUE PEGA CRIANÇAS – EUFRAZINUS – MEIO-FIO – L.O.K.O – CARLOS SPHILER – PRINCÍPIA – + BANDAS COVER


Vamos lá, então: Não, o Skol Rock não está de volta (de Skol mesmo só a tal dose tripla a R$5). Mas esse era o nome anunciado no material de divulgação do evento (com logo e tudo, logo nos resta dar crédito a produção). Aliás, que fique claro desde já que esse lance de banda cover não me soa nada bem. Salvo raríssimas exceções em que o trabalho é realmente bem feito em todos os níveis: Tipo caracterização, execução fiel do repertório, enfim... Em todo caso, vamos ao que se passou no Bar do Blues.

Quem deu início aos trabalhos foi a banda cover de Guns n’ Roses, se não me engano. Segundo o material de divulgação tratava-se da banda Attar. Analisando friamente? Ficaram na média das bandas covers que se apresentam nesse tipo de evento aqui pela região: Nada demais. A partir daí, este que vos escreve se viu impedido de resenhar qualquer coisa que seja. A chuva deu o ar de sua graça e não restou outra opção senão me mudar, junto com meu stand, pra parte coberta do lugar onde em instantes começaria a rolar o ‘2° ambiente’ com disquejóqueis desfilando todo seu conhecimento musical pra galera bacana e descolada que sai de casa pra dançar e ignorar as bandas no palco. Só pra não soar implicante com os disquejóqueis que passaram pela ‘pista’ do Bar do Blues vale destacar que no meio de um barulho ensurdecedor, que em alguns momentos dificultava até identificar as músicas tocadas (como se alguém ali se importasse...), algumas coisas interessantes foram tocadas como, por exemplo, Dead Kennedys e Radiohead.

Só para o que rolou no palco não passar batido por esta resenha, como passou para boa parte do bom público presente ao Bar do Blues, vale citar que a maioria esmagadora dos presentes bebeu, dançou e se esfregou aguardando o show d’A Kombi que Pega Crianças. Até porque este show dos caras era anunciado como ‘pré-lançamento’ do CD e DVD ao vivo (nem sinal de nenhum dos dois por lá). E os caras não decepcionaram, só pra variar. Pobre Menino, Troca Injusta, Festa de Peão e a bem sacada Óticas do Povo mataram a vontade de quem ficou por lá esperando os caras. A ‘pista’ continuava animada, mas já não havia muito o que ver (muito menos fazer) por lá. Hora de dormir criançada!

por Rafael A.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Sentido Alterado

Rebelde Sem Causa (CD Demo / Independente)

Enfim. Mais uma banda de Niterói, ou melhor, ‘nossa querida Niterói’, lançando CD e eis que recebemos (não lembro mesmo onde, nem quando) o CD da banda Sentido Alterado. Antes de partirmos pro lado musical: A garotada deve ter investido uma grana nesse CD. Bem ou mal o encarte que acompanha o CD tem uma certa qualidade. Se bem que só rola capa (um livretinho contendo letras e contatos, pra falar a verdade). A parte de trás do CD acabou sem nada. Mas vamos falar de som!

Claro que trata-se de uma banda de garotos. Todo mundo novo e começando a dar os primeiros acordes, montar banda e toda aquela história. Mas é bacana dar um pouco de atenção a algumas coisas. Tipo, falta amadurecimento musical. Não tem como comparar uma banda com som difícil de se classificar com uma banda completamente perdida. A Sentido Alterado acaba fincando o pé na segunda opção. Eles, notadamente, não tem a menor idéia quanto ao som que desejam fazer. Simplesmente saem tocando o que vem na cabeça. Não tenho nada com o que ninguém sente com relação a nada, certo? Mas venhamos e convenhamos (sente só a pérola): “Ando sempre pela noite e não quero nem saber se a polícia vai me prender. Já perdi as contas de quando (???) apanhei na rua sem saber ao menos o porquê... O perigo ronda os meus passos digo para meus amigos não o faça que eu faço (???).” Forçou um pouquinho, né? Sem contar que é meio desagradável ouvir a mesma melodia sendo repetida ininterruptamente por quase cinco minutos! E o pior, por um sujeito que, se não está passando muito mal, tem sérios problemas de dicção. O problema é que ao longo das seis (ou seja lá quantas forem) faixas do CD os caras vão se arriscando em diversos ‘estilos’: tem a música que era pra ser parecida com Nirvana (ou Foo Figthers, ou banda Calypso, enfim), tem o momento CPM22, Los Hermanos e por aí vai... Só que eles não acertam em nenhum!!!!!

Falando sério agora: É mais jogo se trancar num estúdio, compor, ensaiar e chegar a uma conclusão quanto ao que se pretende fazer com a própria banda. Fazer som é muito legal, mas não custa nada um pouquinho de discernimento, certo? Sem contar que a garotada até parece saber tocar mais ou menos. Rolam uns ‘solinhos’ e uma viradas de batera mais ousados aqui e ali. Mas falta muito pra chegar a algum lugar... E como falta... Sorte pra eles.

por Rafael A.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Kaos Social

A Luta! (CD / Independente)


Mais uma banda com anos de estrada lançando CD. Desta vez é a banda Kaos Social, de Iúna (ES) aparecendo com esse excelente A Luta! Um ótimo CD recheado de letras de mensagens e protesto. Produção no esquema que faz do CD um trabalho acima da média.

Os caras da Kaos Social, apesar do discurso tipicamente punk, em termos de som não se prendem a uma única vertente do Punk Rock. Alternam momentos de um punk Rock mais tradicional com muita velocidade e peso. Vocais berrados e, por vezes, andamentos mais cadenciados lembram em muito vertentes mais novas do hardcore. Enfim tem um pouco de cada coisa por aqui. Um bom trabalho do pessoal do KS.

É importante lembrar que, por mais que modismos venham e se vão (às vezes com a mesma rapidez) ainda pipocam lançamentos como esse A Luta!, com alto teor de protesto e discurso bem colocado. A música, como forma de expressão artística, tem também esse papel. Só que às vezes parece que a gente se esquece.

por Rafael A.

Contato:
World of Kaos Distro.
Caixa Postal 11 - Iúna - ES
Brasil CEP 29390-000

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Dissonância

Dissonância (CD Demo / Independente)


Banda de ‘nossa querida Niterói’ dando as caras por aqui, creio eu, pela primeira vez. Ao menos não me lembro de ter resenhado nada deles (leia-se, algum show) nessa nova fase da versão on line de nosso FMZ. Ao que parece trata-se de uma galera nova. E na torcida por algo de estimulante surgindo em nossa cidade, vamos ao CD da Dissonância.

Realmente parece se tratar de uma galera bem nova. A impressão que se tem é que, apesar de boas idéias a banda ainda não se encontrou musicalmente falando. Explico: Em alguns momentos os caras parecem seguir os passos de bandas como a catarinense Neitan, misturando influências do hardcore e coisas como Papa Roach e P.O.D, e a faixa que abre o CD deixa isso bem claro. Nessa praia a garotada se dá bem! Conseguem resultados bacanas como a citada faixa de abertura (com cara de hit e tudo!). Minha única ressalva é quando a banda pisa na praia do que se convencionou a chamar (ao menos nos dias de hoje) de emocore e derrapa soando meio que como um NxZero ou qualquer outra coisa do tipo. Em um dado momento tive a impressão de estar ouvindo uma tentativa de Los Hermanos e, sinceramente, prefiro que tenha sido só uma impressão mesmo já que essa não parece ser a praia deles.

Enfim, eles devem se encontrar em algum momento. Por hora, rolam boas idéias e um domínio bacana de seus respectivos instrumentos por parte dos integrantes. Ou seja, é só questão de tempo e a coisa pode ficar no esquema. No caminho certo a galera da Dissonância já está. Bom começo.

por Rafael A.

Contato:
dissonancia@gmail.com

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Rockz

EP 2006 (CD Demo / Independente)


Que a coisa no cenário roqueiro mundial (no que diz respeito ao mainstream) não anda lá muito boa todo mundo já ta cansado de saber. Agora, ver que reflexos do que rola nas MTVs por aí encontram eco no meio independente soa, no mínimo, curioso. Sim, estamos diante de mais uma banda que queria porque queria ter nascido em outra década e parece ter devorado tudo que encontrou de Strokes e afins por aí.

Tá, não chega a ser um grande problema ter influências de Strokes (até porque o primeiro trabalho da banda é ótimo – deveriam ter parado ali mesmo). E isso a Rockz tem. E como tem. Nunca Me Diverti Tanto, Essa Mulher e qualquer outra que se escolha pra dar uma ouvida te dá a impressão de estar escutando um disco do já citado Strokes. Nem tem como negar. Só que o fato desse EP 2006 ter sido gravado por bons instrumentistas com, creio eu, uma estrutura para gravação no mínimo razoável, faz com que se ouça tudo no seu devido lugar e com clareza. Ou seja, estamos diante de um belo trabalho no que diz respeito à parte técnica. Fora isso, fica no lugar comum ao lado de um Moptop ou coisa que o valha.

Enfim, pra quem se dispõe a ouvir bandas que tem influência de outras bandas que... de uma forma ou de outra acaba-se chegando no The Who, ok? Então, se esse é o seu caso não perca tempo e conheça mais uma banda idêntica ao monte de coisas idênticas que você já ouve... Ia esquecendo: A música Reticências, já tem um clima mais Cachorro Grande (talvez pelo vocal forçado demais), só que Cachorro Grande também tem influências de The Who... Não falei?

por Rafael A.

Contato:
bandarockz@gmail.com

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