quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Humanos Mortos (CD Demo / Independente)

É estranho como determinados estilos, embora tenham público fiel e bandas aparecendo quando e de onde menos se espera quase nunca tem espaço mesmo na mídia independente. Há quem acredite que determinados tipos de som são mesmo panes para quem curte muito, ou o velho só para iniciados... Vai saber, né? Pois bem, dei essa volta toda pra apresentar essa galera vinda de Itaperuna, interior do estado do Rio de Janeiro. E que som fazem esses caras...

De cara, no vocal temos sr. Heron (clááááássico), responsável pelos berros da banda Uzômi. Completando a banda rola uma cozinha arrasadora e uma guitarra pra lá de esporrenta. Grind, Splatter, Gore, só a presença de sr. Heron nos vocais já dá margem para que relacionemos o som dos caras a uma penca de coisas e bandas, mas simplificando: Um senhor grindcore pra ninguém botar defeito! Me lembrou um pouco dos mineiros do Stomachal Corrosion. Humanidade X Humanismo e Patrimônio Genético são ótimos momentos do trabalho! Rola ainda uma versão grindcore para Thrash Breeds Thrash do Doom no final da demo.

Boa estréia e boa amostra do que deve ser ao banda Humanos Mortos ao vivo. Fica a torcida para que, em breve, apareça um álbum desses caras por aí. E, claro, para que o cenário descrito no começo da resenha mude em breve e mais gente possa ter acesso a estilos pouco difundidos. Parabéns pra eles!

por Rafael A.

Contatos:

Rua José Vargas Soares, n°93

Centro - Itaperuna - RJ

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A/C: Vinícius

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sábado, 6 de outubro de 2007

Rockz, Manacá, A Kombi Que Pega Crianças, Noitibó, Espaçonave, Dissonância / Araribóia Rock Fest – 4ª edição - Studio Bar - Pendotiba - Niterói


6/10/2007

Quarta edição do Araribóia Rock Fest. rolando no Studio Bar. Um espaço clássico e fundamental para a história do underground de ‘nossa querida Niterói’ (até Dead Fish tocou lá há muito tempo atrás, lembra?) que fica em Pendotiba, um bairro estranho que consegue ficar entre Niterói e São Gonçalo, perto do nada e ‘ao lado do muito longe’, e ainda assim parecer não estar em lugar algum... E lá vamos nós de novo!

Quem deu as boas vindas à galera que chegava foi a Espaçonave. A galera de Niterói mostrou o mesmo power pop afiado de sempre, sons saindo do forno que já apontam novos horizontes no trabalho da banda e a versão pro som da banda gaúcha Bidê ou Balde que já vinha sendo apresentada nos shows. Já com um público maior na casa a também local Dissonância parece ter agradado a boa parte dos presentes apesar da apresentação, a meu ver, burocrática e um tanto quanto sonolenta. Em seguida foi a vez do, agora, quarteto Noitibó subir ao palco e mostrar sua mistura de Rock Alternativo e Samba-Rock com pitadas jazzísticas. Apesar da recepção fria do público a banda esbanjou competência e mostrou entrosamento e criatividade acima da média (ao menos, em se tratando de nosso combalido underground local).

A essa altura o povo já se sacudia sob o comando dos disquejóqueis da festa Juicebox que animavam os intervalos entre as apresentações. Foi aí que rolou o momento ‘estranhamento’ da noite. No palco a, até então desconhecida da maioria dos presentes, Manacá: O Rock Alternativo com pitadas de ritmos latinos e música regional definitivamente não convenceu. Tudo meio que forçado demais. Apresentação arrastada e burocrática que não se salvou nem no visual ‘a lá Pitty’ da bela vocalista com seu pandeiro (???).

E como diria o Matanza: ‘Eis que de repente eu vejo tudo melhorar’! A Kombi que Pega Crianças toma conta do palco do Studio Bar pra fazer, só pra variar, a melhor apresentação da noite! Teve de tudo: Troca Injusta, Pobre Menino e até a ‘crássica’ Pokemon! Energia, empolgação e o mesmo hardcore melódico bem humorado de sempre renderam a banda gonçalense a atenção do público e os melhores momentos do evento. Quem fechou a noite foi a carioca Rockz, já com um público bastante reduzido na casa. Aliás, público que, inexplicavelmente, parecia estar mais afim de curtir pista de dança do que show. Vai entender...

E no final das contas os destaques da noite ficaram sendo o show da KQPC e as cenas digamos... bizonhas protagonizadas pela galera da mesma KQPC e da Sttiva (que sim, são indies) no meio do salão ao som dos disquejóqueis que acertaram, ao menos uma vez, disparando Matanza a todo volume no meio da madrugada! E não é que esse povo prefere mesmo a pista de dança ao palco??? Jovens.... Aliás, como faz pra voltar pra casa????

por Rafael A. / foto: Rodolfo Caravana

sábado, 24 de junho de 2006

xCorneta Festx

Convés (Niterói/RJ)


NOÇÃO DE NADA – NO CRY, DANCE! – ESPAÇONAVE – NORTE CARTEL – TELLEVOLT


Pois bem, abandonei Argentina x México no intervalo, cancelei a saideira e rumei para o Convés certo de que estava atrasado. Chegando lá, percebi que não só eu, pois não havia uma viva alma sequer no lugar. Sim, fui o primeiro a pisar no Convés no dia da primeira edição do xCorneta Festx. Em breve o lugar estaria tomado de gente à espera da banda carioca Noção de Nada. Sem desmerecer um dos nomes mais importantes do underground carioca de sempre, o dia de hoje terminaria sendo de uma outra banda...

Mas vamos por partes, né? Já com um bom público no lugar a banda TellevoltThe Strokes, digo quase, pois em alguns momentos a coisa remete a bandas inglesas da década de oitenta. Cópia por cópia? Sou mais o Tellevolt. Bom show! Em seguida foi a vez da galera ex-Solstício do Norte Cartel apresentar um senhor hardcore no palco do Convés. Ainda não havia visto os caras. Gostei. Lembram que eu disse que outra banda havia roubado a cena? Sim senhor! Eles mesmos, a capa do FMZ#13 subiu ao palco e, na minha opinião, fez um dos melhores shows de bandas independentes que eu vi em muito tempo. Botou todo mundo no chinelo. A Espaçonave decolou (que trocadilho, hein?) e levou quem parou pra prestar atenção pra uma viajem ao som de indie, emocore, power pop, e sons alternativos de diversas procedências. Com CD novo no forno, nova guitarrista e Suzana, agora sim, à vontade pilotando teclado e voz ao mesmo tempo, a banda apresentou músicas novas que beiram a perfeição. Conseguiram envolver todos na frente do palco e arrancaram aplausos mais que merecidos ao final de sua apresentação. Claro, tiveram as já clássicas Agir Inocente e Faz Girar! Após a Espaçonave com, repito, um dos melhores shows de banda independente que vi nos últimos tempos, a No Cry, Dance! mostrou que é completamente fã dos norte americanos da As I Lay Dying. Com direito às inconfundíveis melodias à la Adrian Smith, e trechinho de Fear of the Dark do Maiden. Neste caso, cópia por cópia... E fechando a fatura os cariocas do Noção de Nada mostraram sons novos e clássicos como Bem Estar II, Antes da Enchente, Copacabana e outras que levaram a galera ao delírio. apresentou um som quase 110%

Fim de festa. A produção promete uma segunda edição do xCorneta Festx para o ano que vem no Teatro Odisséia. Fim de tarde e início de noite agradáveis, casa cheia, visita do juizado de menores, presença marcante por parte do público feminino, enfim, teve de tudo! Se fosse sempre assim, NÉ PÚBLICO?????

por Rafael A.

domingo, 30 de outubro de 2005

51 Foundation Moviment

Espaço Convés (Niterói/RJ)

MONKEY PROJECT FAMILY DUB – MONSTROS DO ULA-ULA – LADO 2 ESTÉREO – NOITIBÓ


Êita nóis! O lance estava mais para uma reunião entre amigos do que para um evento propriamente dito. Mas vale o registro aqui. Desde o ‘cartaz’ do evento feito minutos antes de a ‘bilheteria’ abrir até o clima tranqüilo e a quantidade de bebida alcoólica consumida por bandas, ‘imprensa (acho que esse sou eu...)’ e testemunhas (literalmente, já que não rolou divulgação, e acho mesmo que era pra ter sido assim). Mas vamos ao que rolou no final das contas.

Os primeiros a tomar o palco foram os responsáveis pelo Monkey Project... tá, tem dub no final do nome. E foi isso que os caras tocaram Dois disquejóqueis nas carrapetas e viagens sonoras ecoando pelo Convés. Monstros do Ula-Ula veio em seguida e fez um bom show. Os piauienses do Lado 2 Estéreo fizeram disparado o melhor show da noite. Guitarra e batera! Samba ou seja lá o que for aquilo com lances de death e thrash metal!!! Bem legal mesmo. Quem liquidou a fatura foi o povo do Noitibó que entre sons já conhecidos da galera e coisas do novo CD privaram o público de mais um tombo do baixista Sidney. Fica pra próxima!

Sim, foi um evento bacana que merecia ter sido presenciado por mais gente. Mas como disse, acho que era pra ser assim mesmo. Enfim: Continua a caçada do FMZ online em busca de um tombo de sr. Sidney Santana a ser registrado por nossa lente tosca, ok?

por Rafael A.

domingo, 9 de outubro de 2005

Elam Summer Rock 2.4

ELAM (Rio de Janeiro/RJ)


NOÇÃO DE NADA – MENORES ATOS – POLARA – SKORE – ENCIENDE – DAHLIA


Cara, que calor é esse? Independente do calor bizarro que fazia nesse começo de tarde a expectativa era que, literalmente, uma penca de gente saísse de casa e fosse rumo à ELAM, em Jacarepaguá, pra conferir a apresentação do Noção de Nada. E se levarmos em conta que o Polara, de São Paulo, também se apresentaria no mesmo evento, com certeza teríamos casa cheia neste domingo.

Pois não é que dessa vez o povo pareceu preferir ficar em casa? Talvez no conforto do quarto com ar condicionado ligado seja mais agradável que ir pra rua tomar sol na cabeça. Mas quem optou por passar o domingo em casa perdeu um show bem bacana. Se não vejamos: Abrindo os trabalhos, a banda Dahlia subiu no palco e mostrou seu emocore em uma apresentação correta que chamou a atenção dos, a essa altura, poucos presentes. Em seguida foi a vez do metalcore à la Confronto da galera do Enciende. Show competente, que apesar de destoar das outras atrações segurou o povo na frente do palco e terminou como um dos mais interessantes da tarde. Skore veio em seguida e apesar de um bom show não pareceu empolgar tanto a galera como se imaginava.

Diretamente de São Paulo, o Polara fez um belo show, mas confesso que esperava mais dos caras. Embora o público estivesse curioso para conferir o post Rock (cara, não me dou bem com rótulos... espero estar usando o certo dessa vez...) dos paulistas, o mesmo não pareceu ter saído com todas as expectativas supridas. Menores Atos jogando em casa fez um show morno, mas não deixou a peteca cair e como era de se esperar chamou a atenção dos presentes. E enfim a atração principal toma conta do palco para o melhor show do dia. Sim, o Noção de NadaBem Estar II, Ímpar, Copacabana e coisas antigas que são sempre muitíssimo bem recebidas pela galera que curte a banda. comprovou porque se estabilizou como o nome mais significativo do cenário underground carioca dos últimos anos. Público fiel e ensandecido cantando sons como

Espantosamente, a galera decepcionou e não compareceu como em outras ocasiões. Como disse, as atrações eram muitas e a expectativa era de casa cheia, mas seja pelo calor ou pela ameaça de chuva que rolou o povo preferiu mesmo ficar em casa fazendo sabe-se lá o quê. Até porque, ao menos pra mim, é difícil ficar em casa sabendo que tem alguém fazendo barulho em algum lugar...

por Rafael A.

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