sábado, 8 de abril de 2017

Agenda :: Noite de pancadaria no Metallica Pub


Logo mais tem Grindcore, Punk Rock e mais um monte de barulho da melhor qualidade rolando no bairro Porto Novo, em São Gonçalo! A banda Podreiras (foto) lança CD e divide o palco com Insulto e Canella Seca! Pinta lá que a cerveja é gelada e a entrada, 0800!! Evento com apoio aqui do FMZ, prestigie!

Serviço:

08 de abril :: sábado :: 19h

Metallica Pub Apresenta

Shows:
PODREIRAS
INSULTO
CANELLA SECA

Local: Metallica Pub
End.: Rua José do Patrocínio, 42, Porto Novo, São Gonçalo/RJ
ENTRADA FRANCA / Informaçoes / Apoio: Feira Moderna Zine

foto: Raquel Medeiros

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Palco Salvatori :: Van Torres e Rafael Almeida na véspera do feriado!


por: Latitude Zero Prod.

Tem som rolando no Centro de São Gonçalo na véspera do feriadão! Na próxima quinta-feira, Van Torres & Rafael Almeida (foto) voltam ao Palco Salvatori pra mais uma noite de ensaio aberto na casa. Rock'n'Roll em 'formato desplugado' e ótimas cervejas no polo gastronômico do Centro da Cidade! E a entrada é franca, ok? É na véspera do feriado! Nao perca! O Palco Salvatori fica na Rua Salvatori, 15, loja 6, Centro, São Gonçalo/RJ. Maiores informações no link.

foto: divulgação

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Resenha :: Café República

Café República
Sweet Dive in Turtle's Land / independente

por: Rafael Almeida

Resenha atrasada, mas tá valendo. A carioca Café República iniciou seus trabalhos em 2011. Passou por nosso Rock na Garagem tem um tempinho, e deixou uma bela impressão! Ficou a vontade de conferir a banda em estúdio. E, só agora, dou de cara com este “Sweet Dive in Turtle's Land”, de 2014! Belo trabalho de uma garotada que, além de soar em dia com as novidades do Rock Alternativo, consegue fazer com que seu som remeta a nomes do final dos 60's e início dos 70's! Tem muito de psicodelia por aqui! Teclados e climas que me lembraram trabalhos mais recentes do Violeta de Outono, por exemplo.. e os primórdios do Pink Floyd (não é coincidência que, em nosso RG, tenha rolado cover da fase Sid Barret)! Bem legal!

Mais sobre a banda aqui (confere que tem "novidades" dos caras por lá).

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Artigo :: A Maior Chacina da História do Rio de Janeiro


por: Adriano Dias

Por volta das 21 horas recebi o primeiro, de muitos, telefonema de um morador de Nova Iguaçu contando que “um monte de gente tinha sido morta” e que era para não vir para o do bairro da Posse, pois os vizinhos estavam ligando entre si avisando sobre o perigo. Os programas jornalísticos da noite do dia 31 de março passaram a noticiar que havia acontecido mais uma chacina na Baixada, um sentimento de incapacidade me bateu forte quando vi Dom Luciano, o Bispo de Nova Iguaçu, passar rapidamente em uma reportagem rezando ao lado dos corpos. Mas somente percebi a proporção da tragédia no dia seguinte quando voltei para a região.

Antes de chegar, as seguidas ligações telefônicas relatavam um quadro inimaginável, que ficou comprovado nas capas dos jornais - edições especiais - expostas nas bancas. Posteriormente jornalistas relataram que as redações, literalmente “pararam as máquinas”: aconteceu a maior chacina da história do Estado do Rio de Janeiro.

A desorientação diante do episódio era nítida na perplexidade de parentes, vizinhos e das autoridades. Nos locais onde aconteceram as mortes, a população externava o medo que se traduzia em agressividade. A chacina alvejou também a possibilidade do exercício da cidadania e da solidariedade. Entender, e talvez ajudar o próximo, parecia ter se tornado um risco à vida, ou, ao menos esse parecia ser o desenho do imaginário coletivo.

Nova Iguaçu e Queimados tornaram-se o centro das notícias no mundo e as ruas da Baixada aparecerem no noticiário da CNN, no site do New York Times; nas agências Reuters e Associated Press, no jornal canadense The Globe And Mail, no espanhol El Pais, entre outros. Em um dos enterros, em Austin, conversei com uma equipe da TV NHK, uma das mais importantes emissoras do Japão. Não resta dúvida que a visibilidade contribuiu para as primeiras prisões de suspeitos e anuncio por parte das autoridades de políticas públicas para a população direta e indiretamente atingida. Tal exposição, somente diminuiu com morte do Papa, dias depois.

O saldo desta repercussão parecia ser também a garantia de que haveria justiça e que aqueles que perderam parentes e amigos teriam todo o apoio necessário. Entretanto, nas semanas seguintes ao episódio, representantes do poder público fizeram uma rápida visita aos locais das mortes. Só que a principal prioridade parecia ser demonstrar, através da mídia, uma grande “sensibilização” política com o sofrimento dos familiares. Mas, passados os flashes, faltou quem orientasse algumas daquelas pessoas para o encaminhamento de questões práticas como acesso à justiça e apoio psicológico.

Diante disto me dispus então a levá-las até onde pudessem ter apoio: o Centro de Direitos Humanos da Diocese de Nova Iguaçu, que teve papel importantíssimo na acolhida destas vítimas; e que, na época também sediava uma equipe da então Secretária Estadual de Direitos Humanos.

A iniciativa de levar alguns dos familiares, que continuavam perdidas em sua dor, aos locais que pudessem obter auxílio, com a devida discrição que a situação requeria, se repetiu algumas vezes. Em vários momentos, por conta da desconfiança comum nessas circunstâncias, contou-se com a ajuda do Padre Paulo da Igreja da Posse, que posteriormente também foi assassinado.

Passada a confusão dos primeiros dias e sob o olhar de vários movimentos estas pessoas foram gradualmente conseguindo o apoio necessário por parte do poder público. Logo depois, motivados pela dimensão da tragédia, centenas de instituições e pessoas formaram o Fórum Reage Baixada e celebram o “Dossiê contra a impunidade”, que fez um diagnóstico da violência e elencou uma série de propostas.

No episódio da “chacina da Baixada” ficou claro que alguns parentes e amigos das vítimas, devido a suas condições socioeconômicas, do desconhecimento dos seus direitos, de onde e como acessá-los, veem-se imobilizados. Isto acontece quase sempre com os mais necessitados. Por outro lado, externou a falta de políticas sistêmicas para tratar integralmente àqueles que foram atingidos pela violência.

A perda do ente querido de forma violenta provoca diferentes reações por parte de amigos e parentes. Alguns se isolam do convívio social, outros vão a público e se tornam ativistas por justiça. Mas, em quase todas as situações, desenvolvem graves problemas psicológicos ou somatizam fisicamente em várias doenças.

Percebeu-se também a tendência da própria comunidade em se afastar destes amigos e familiares de vítimas da violência, não - somente - por medo, ou insensibilidade, mas a maioria não sabe como lidar diante desta situação em razão do difícil convívio com a constante necessidade da exteriorização da dor e dos traumas destas pessoas. Além disso, observa-se uma inclinação geral à banalização da violência e a culpabilização das vítimas por parte da sociedade. Que geralmente questionam a possível existência de vinculo da vítima com atos ilegais ou fora dos padrões morais convencionais.

No decorrer destes doze anos, contribui para a criação de programas de apoio a vítimas das violências, mas, para além desses, aprendi a importantíssima disposição de se colocar ao lado destas pessoas nestes momentos. É imprescindível políticas para se tratar do tema, mas extremamente relevante a sociedade – principalmente a imprensa - tratar com mais sensibilidade as vítimas indiretas da violência.


foto: Adriano Dias

Adriano Dias é fundador da ONG ComCausa - Cultura de Direitos e ex subsecretário municipal de Prevenção da Violência de Nova Iguaçu.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Trilhas & Afins :: Morro da Urca


por: Rafael A.

Mais uma trilha super tranquila! Indicada pra quem está começando a se aventurar nesse tipo de passeio. Desde a entrada na Praia Vermelha, na Zona Sul do Rio, até o final da trilha, na estação do bondinho no alto do Morro da Urca não se gasta mais que meia hora. O passeio pode ficar um pouco cansativo, já que a maior parte do trajeto é de subida bem inclinada, mais o nível de dificuldade é praticamente zero! Ao longo do caminho, micos, mata, ar puro e o clima de paz que as trilhas proporcionam. E lá em cima, um senhor visual de diversos pontos do Rio, com direito a lanchonetes e espaço cultural.

Serviço:
Morro da Urca ::Praia Vermelha, s/n, Urca, Rio de Janeiro/RJ / Informações

foto: Rafael A.

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