domingo, 10 de maio de 2020

Notícias :: Mulheres á Frente da Tropa!



por: Rafa Almeida

Tem música nova do Ira! no ar! Foi lançada hoje, dia das mães, a linda “Mulheres à Frente da Tropa”! A música é uma homenagem da banda paulistana às mulheres que, nas palavras do guitarrista Edgard Scandurra, “lutam em defesa dos direitos humanos e por uma transformação mais justa da sociedade”. O clipe teve direção de Luciana Sérvulo da Cunha e participação de lideranças como Carmen Silva (MTST), Sônia ara mirim (Comunidade Guarani do Jaraguá)! O lançamento de “Mulheres á Frente da Tropa” aconteceu no canal do jornalista Bob Fernandes, no Youtube (recomendadíssimo, por sinal!). Confere lá! E um feliz dia às mães que estão do lado certo da história!

Assista “Mulheres á Frente da Tropa”:

foto: Reprodução/Youtube

Mova-se! :: Coronavírus e a Corrida de Rua


por: Rafa Almeida

Era pra ser sobre as dificuldades que nós corredores tempos em, após um período de inatividade, voltarmos a correr e termos bons rendimentos nos treinos. Veio a pandemia, o isolamento e a crise por conta do Corona Vírus e tudo mudou (está mudando e vai mudar ainda mais). Ao menos por hora, ninguém vai voltar a correr (ou, pelo menos, não deveria). Só que não dá pra ficar na cama ou no sofá, se lamentando pelo condicionamento indo embora, o volume de treinos que vinha sendo mantido à base de muito esforço, enfim. Não precisa ser assim!

Só quem corre sabe a importância da atividade em nossa rotina, a diferença que um treino logo cedo faz ao longo do dia. Na nossa saúde mental, então, nem se fala! Porém, em tempos de isolamento, é importante não ficarmos parados, sem nos movimentarmos. Sair pra correr, independente do horário ou local, aumenta as chances de contágio e transmissão do vírus. Sendo assim, sejamos responsáveis com os nossos e com os outros!

Quem tem espaço em casa dar uma caminhada ou um trote bem de leve, talvez esteja sentindo menos. Caso contrário, esse parece ser um bom momento para pensar numa planilha com exercícios de fortalecimento muscular, por exemplo. O importante é não parar! Pipocam na internet canais, apps e sites que oferecem bons cronogramas de treinos em tempos de quarentena. Há de se tomar cuidado pra não embarcar em qualquer canoa furada e acabar se lesionando, claro. Porém, o mais importante é não deixar o desânimo que bate quando a gente fica sem correr tomar conta!

Corredores mais experientes talvez consigam lidar melhor com essa súbita parada (ou mudança) nos treinos. Porém, pra quem estava dando os primeiros passos na corrida, e ainda se adaptando a uma nova rotina de atividades físicas, simplesmente não poder sair pra correr pode pôr a perder o esforço feito até aqui. Nesses casos, o que importa é não se acostumar ao sofá! Sendo assim, não pare! Mexa-se!

Sempre insisto que não sou abalizado para tratar de coisa alguma relacionada à prática esportiva. A ideia é compartilhar minhas experiências, partindo de uma tomada de decisão que resultou numa mudança drástica de hábitos, há alguns anos atrás. E a corrida foi fundamental nesse processo. Lá no início disse que era pra ser um texto sobre as dificuldades de se recuperar o ritmo de treinos após um período de inatividade. O mundo mudou, nossa realidade mudou. Me peguei trancado no quarto pensando em como faria pra me movimentar, ou como não ganhar peso demais e outras neuras que batem quando a gente fica sem correr. E achei importante compartilhar isso com vocês!

É sempre bom ter em mente que, quanto mais altas conseguirmos manter as taxas de isolamento, mais rápida será a volta a algo próximo da vida que tínhamos antes de todo esse caos! Pra quem estava começando na corrida: relaxa! Aqueles poucos metros vão voltar a ser 1k, que depois vira os primeiros 5k e por aí vai… E pra galera mais cascuda, em breve estaremos nas ruas recuperando nosso volume de treinos e fazendo RP por aí! Sejam responsáveis. Cuidemos uns dos outros, cuidemos dos nossos. Vai passar! Fiquem em casa!


Dicas de canais e apps que podem ajudar:


foto: Rafa Almeida









sábado, 9 de maio de 2020

Notícias :: Mollotov Attack em live no Portal Revoluta



por: Rafa Almeida

Daqui a pouco tem live no Instagram do Portal Revoluta! A partir das 16h, a jornalista e produtora cultural Deise Santos recebe a banda paulista Mollotov Attack (foto)! Dando continuidade à série de lives transmitidas em seu Instagram durante a quarentena, o Portal Revoluta troca uma ideia com a banda do ABC paulista, que em 2020 completa quinze anos de atividades! Confira a live e apoie a cena independente! E seja responsável! Fique em casa!


Acompanhe a live no Instagram

Conheça a banda Mollotov Attack

Conheça o Portal Revoluta


foto: divulgação

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Coronavírus :: Solidariedade Vegan distribui marmitas em SP



por: Rafa Almeida

Em tempos de pandemia, os níveis de desigualdade aumentam e as feridas sociais de nosso país ficam mais expostas. O egoísmo de alguns, o descaso e a negação de outros. Tudo isso assusta, desaponta. Mas, por sorte, ainda há quem se importe com o outro. E isso inspira, empolga! Sendo assim, cá está novamente o FMZ (vez ou outra ficamos um tempinho sumidos, né?) pra tentar colaborar, um pouco que seja, com quem está se movimentando para diminuir o sofrimento dos que tem menos em meio ao caos provocado pelo Corona Virus.

A primeira iniciativa de que vamos falar aqui vem de São Paulo, pelas mãos de João Gordo, líder da banda Ratos de Porão, e sua esposa Vivi Torrico. O músico e apresentador que comanda o canal Panelaço (dedicado à culinária vegan) no Youtube arregaçou as mangas e pôs na rua o Solidariedade Vegan – Marmitas Sem Crueldade Animal!

O projeto, que tem como objetivo distribuir quentinhas veganas a moradores de rua na cidade de São Paulo, já entregou mais de três mil refeições e precisa de colaborações para continuar matando a fome de quem vive nas ruas. O Solidariedade Vegan também conta com a participação da galera do Pimp My Carroça (muito legal, conheça!). E além da colaboração financeira, o projeto também aceita doação de alimentos, embalagens para as marmitas e a ajuda de quem puder colaborar com as entregas! Divulgue! Colabore!


Solidariedade Vegan:

Depósitos:
Banco Itaú
João F. Benedan
101.471.468-01
Ag 3757
Conta 04754-7
FAVOR IDENTIFIQUE: Solidariedade Vegan


Campanha no Catarse

Siga no Instagram

foto: reprodução/youtube






ATENÇÃO: Você que está se movimentando para diminuir o sofrimento de alguém, da forma que for, faça contato pelo nosso Facebook ou no latitudezeroprod@gmail.com para ajudarmos a divulgar sua iniciativa!

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Artigo (ou coisa que o valha) :: O que é underground??


por Rafa Almeida

Todo mundo que em algum momento da vida frequentou ou se envolveu com a cena underground, qualquer que seja a vertente, já ouviu a pergunta que dá nome ao presente artigo. Pergunta aparentemente simples, mas que quando precisamos responder traz à mente tantas questões, que nos vem todo tipo de resposta. Menos a que gostaríamos de dar...

Seria bastante simples falarmos de underground como o universo das bandas e selos independentes, os shows pra meia duzia de interessados, fanzines e por aí vai. Mas assim estaríamos falando apenas do underground como conhecemos. Ou ao menos a minha geração conheceu, lá pelos anos 1990. A rede de contatos e troca de materiais via correspondência, afinidades que surgiam de gostos tão específicos (mas tão específicos!), que tínhamos a sensação de que nós e a pessoa com quem trocávamos carta éramos os únicos que conheciam determinada banda ou estilo!

É muito comum esquecermos que o cenário descrito acima remete apenas à uma vertente do underground. Ou, ao “underground roqueiro”. E de alguma forma, isso dá pistas do porquê de tanta gente com ideias conservadoras terem “surgido” no meio de uns tempos pra cá. Mas aí já é outra história... Voltando: tratar underground como um emaranhado de cenários culturais alternativos que podem ou não se cruzar em algum momento seria o mais correto. Porém, isso torna achar uma definição para “underground” uma tarefa bastante árdua.

O que não é consumido pelo mainstream (show business, universo pop, cultura de massa...), que não é difundido pelos grandes veículos de comunicação ou simplesmente dialoga com um público específico demais para ser levado em conta pelo mercado é underground, correto? Sim. Mas depois que a humanidade desaprendeu a viver sem internet e as redes sociais tomaram conta da vida de todos (ou quase todos), ficou meio difícil estabelecer um limite entre o que é underground e o que é mainstream.

Considerando que toda a produção artística que não esteja sob os holofotes da grande mídia possa ser classificada como “underground”, não é muito difícil identificar certas diferenças entre underground e mainstream. Tipo: “seu amigo poeta no Facebook x poeta homenageado na FLIP”, “a banda de seus colegas de faculdade x atração do palco mundo do Rock in Rio” ou “o grafiteiro do bairro x o cara que expõe na galeria de Nova York”. A lista é grande: “cena clubber x dance music” (ao menos nos 90's), “sertanejo universitário x sertanejo de raiz”, “Punk de subúrbio x banda Punk que assinou com gravadora” e por aí vai... Fato é que com o advento da internet toda essa discussão ficou muito mais complicada

Se por um lado o mundo virtual trouxe consigo uma gama de possibilidades quando o assunto era distribuir ou apresentar sua obra ao público, o artista sem recursos ainda levaria um certo tempo pra sacar que sem investimento nada aconteceria. Sua música, poesia ou sua HQ poderia chegar a qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo com um apertar de botão. Mas isso não queria dizer que um número substancial de pessoas se interessaria por sua obra. De alguma forma, se falava pra mais gente, sim. Mas daí a essa exposição ser o bastante pra levar alguém ao mainstream, era outra história.

Ainda sobre a grande rede (é, sou velho...). É estranho pensar que mais facilidade na comunicação e na difusão de determinada produção cultural não fez com que certos cenários crescessem, mas sim com que se isolassem. Vejamos: quanto mais as redes sociais se popularizavam, mais as pessoas se isolavam. Ou se fechavam em suas bolhas. E esse movimento não se limitou ao ambiente político. Cada vez mais os eventos underground ficavam mais restritos a seus nichos, ou ao círculo de amigos dos artistas que deles participavam (ok... há exceções).

Ao mesmo tempo que se via o abismo entre os dois mundos diminuir (com a comunicação facilitada), era como se underground e mainstream de alguma forma se afastassem. Estranho, né? Surgiram artistas/cenas intermediários. Algo como uma galera com um mínimo de estrutura e investimento suficientes para lhes dar destaque em sua cena, mas não o suficiente para fazer dessa galera mainstream. E alguns aspectos comuns aos dois universos contribuíam pra isso.

B.Negão cantou certa vez no Planet Hemp que: ”Underground ou mainstream, a maioria age igual pra mim. Caminhos diferentes que levam pra um mesmo fim”. O trecho é certeiro! Apesar da diferença de estrutura, investimento e popularidade, há aspectos que se referem a ambos os universos. Concorrência, puxadas de tapete, egos inflados e toda sorte de exemplos do que de pior habita o ser humano são facilmente identificados em qualquer cenário, independente do valor do cachê (e olha que às vezes nem há cachê!).

Ainda assim, há quem defenda que todo artista underground sonha em ser mainstream. Nunca fez muito sentido pra este que vos escreve. Afinal de contas, de poetas a bandas Punks, passando por artistas plásticos, há cenas e movimentos culturais que sempre fizeram questão de se manter longe dos holofotes. Seja por convicção filosófica, necessidade artística, opção de mercado (até isso é possível, e faz todo sentido!) ou por vaidade, pura e simplesmente.

Underground tem a ver com posicionamento político? No entender deste que, atabalhoadamente vos escreve, tem sim! Mas calma! Não me refiro a militância partidária, nem nada do tipo. Isso pode haver, ou não. Mas entendo que cenários que existem à parte da cultura de massa e são, na maioria das vezes, mal vistos e incompreendidos pelo ”mundo lá fora” deveriam adotar uma postura libertária, a favor da diversidade (de todas as formas). Ou, no mínimo, combater toda e qualquer forma de discriminação (aliás, como toda arte deveria fazer). Me parece que seria o mínimo, mas enfim..

Ok! Toda produção artística que está fora da grande mídia é underground. Com isso concordamos, certo? E a internet cagou tudo (no melhor dos sentidos) quando deu ferramentes para que "qualquer um" espalhasse sua arte, ou mesmo que qualquer cultura fosse difundida sem precisar das “vozes oficiais” para tal. Acho que concordamos com isso também, né? Só que, por exemplo, as ferramentas de impulsionamento (chama assim mesmo?) nas redes sociais (entre outros fatores) serviram pra nos lembrar que a grana ainda dita quem aparece mais ou não. E isso dificulta qualquer forma de exposição minimamente democrática, não é mesmo?

Daria pra ficar aqui eternamente listando aspectos que aproximam e afastam o underground do mainstream. Mas como a ideia aqui é tentar uma definição abrangente o bastante pra caber o máximo de cenários, manifestações, movimentos e vertentes artísticas que se possa classificar como underground, melhor não mergulhar tão fundo! Creio que tudo que soa de difícil assimilação, restrito (infelizmente) a pequenos nichos ou que sobrevive longe dos grandes circuitos pode ser chamado de underground! É assim na música, no cinema, teatro, poesia, artes plásticas, literatura e até com grupos políticos!

Sabe o poeta recitando num sarau na praça, o músico se apresentando na barca ou no metrô? Ou aquele show de Rock com um monte de banda se revezando no palco (e você não entendendo nada), o fanzineiro tentando te passar seu zine por uns trocados na porta do bar, a instalação em lugares inusitados (que você não viu anunciada no jornal), o escritor vendendo livros no boca a boca e por aí vai? Tudo isso (e mais um monte de coisas que a gente nem sabe que acontece por aí) é o tal do underground.



foto: poeta Carlos Brunno, de Valença/RJ, em edição do Sarau Feira Moderna (por: FMZ) 

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