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domingo, 10 de maio de 2020

Mova-se! :: Coronavírus e a Corrida de Rua


por: Rafa Almeida

Era pra ser sobre as dificuldades que nós corredores tempos em, após um período de inatividade, voltarmos a correr e termos bons rendimentos nos treinos. Veio a pandemia, o isolamento e a crise por conta do Corona Vírus e tudo mudou (está mudando e vai mudar ainda mais). Ao menos por hora, ninguém vai voltar a correr (ou, pelo menos, não deveria). Só que não dá pra ficar na cama ou no sofá, se lamentando pelo condicionamento indo embora, o volume de treinos que vinha sendo mantido à base de muito esforço, enfim. Não precisa ser assim!

Só quem corre sabe a importância da atividade em nossa rotina, a diferença que um treino logo cedo faz ao longo do dia. Na nossa saúde mental, então, nem se fala! Porém, em tempos de isolamento, é importante não ficarmos parados, sem nos movimentarmos. Sair pra correr, independente do horário ou local, aumenta as chances de contágio e transmissão do vírus. Sendo assim, sejamos responsáveis com os nossos e com os outros!

Quem tem espaço em casa dar uma caminhada ou um trote bem de leve, talvez esteja sentindo menos. Caso contrário, esse parece ser um bom momento para pensar numa planilha com exercícios de fortalecimento muscular, por exemplo. O importante é não parar! Pipocam na internet canais, apps e sites que oferecem bons cronogramas de treinos em tempos de quarentena. Há de se tomar cuidado pra não embarcar em qualquer canoa furada e acabar se lesionando, claro. Porém, o mais importante é não deixar o desânimo que bate quando a gente fica sem correr tomar conta!

Corredores mais experientes talvez consigam lidar melhor com essa súbita parada (ou mudança) nos treinos. Porém, pra quem estava dando os primeiros passos na corrida, e ainda se adaptando a uma nova rotina de atividades físicas, simplesmente não poder sair pra correr pode pôr a perder o esforço feito até aqui. Nesses casos, o que importa é não se acostumar ao sofá! Sendo assim, não pare! Mexa-se!

Sempre insisto que não sou abalizado para tratar de coisa alguma relacionada à prática esportiva. A ideia é compartilhar minhas experiências, partindo de uma tomada de decisão que resultou numa mudança drástica de hábitos, há alguns anos atrás. E a corrida foi fundamental nesse processo. Lá no início disse que era pra ser um texto sobre as dificuldades de se recuperar o ritmo de treinos após um período de inatividade. O mundo mudou, nossa realidade mudou. Me peguei trancado no quarto pensando em como faria pra me movimentar, ou como não ganhar peso demais e outras neuras que batem quando a gente fica sem correr. E achei importante compartilhar isso com vocês!

É sempre bom ter em mente que, quanto mais altas conseguirmos manter as taxas de isolamento, mais rápida será a volta a algo próximo da vida que tínhamos antes de todo esse caos! Pra quem estava começando na corrida: relaxa! Aqueles poucos metros vão voltar a ser 1k, que depois vira os primeiros 5k e por aí vai… E pra galera mais cascuda, em breve estaremos nas ruas recuperando nosso volume de treinos e fazendo RP por aí! Sejam responsáveis. Cuidemos uns dos outros, cuidemos dos nossos. Vai passar! Fiquem em casa!


Dicas de canais e apps que podem ajudar:


foto: Rafa Almeida









domingo, 10 de março de 2019

Mova-se! :: Vai viajar pra correr?


por: Rafa Almeida

Há quem diga que a melhor forma de se conhecer uma cidade é correndo! E venhamos e convenhamos, quantos novos lugares na sua cidade ou nos arredores você descobriu depois que começou a correr? Como os artigos aqui na Mova-se! se baseiam nas experiências deste pretenso corredor amador que vos escreve, dá pra dizer que a afirmação procede!

É claro que, pra facilitar a vida de quem vai sair de sua cidade pra correr uma prova, já existem agencias de viagens que oferecem pacotes destinados exclusivamente a corredores. Hospedagem, inscrição, retirada de kit e tudo o mais inerente à uma prova. Mas a ideia aqui é falar destes, mas também de outros aspectos relacionados à ida a outras cidades pra correr. Principalmente se a grana é curta e não dá pra desfrutar de certas regalias...

Talvez o mais importante, até pra se evitar problemas de última hora, seja ter muito bem planejado todos os seus passos durante a viagem! E com o máximo de antecedência! Ah! Vale dar um confere em tênis, meias, vaselina e demais apetrechos a serem utilizados durante a prova. Horários, trajetos, transporte, tempo gasto entre o local da hospedagem e da entrega de kit e por aí vai.

Deve haver uma forma mais fácil, mas salvar os locais, bem como os itinerários, no Google Mapas pode resolver a vida do corredor em uma cidade estranha. Se este mesmo corredor, assim como eu, depender do trasporte público, a estratégia descrita acima é fundamental! Pouca intimidade com tecnologia? Roteiro detalhado numa folha de papel e pé na estrada!

Como disse anteriormente, tudo aqui é baseado em minhas poucas experiencias no universo da Corrida de Rua. Sendo assim, vou tocar no ponto que mais me complicou a vida mês passado, quando saí de Niterói/RJ para a Meia Maratona Internacional de São Paulo.

As horas chacoalhando no ônibus (que saiu atrasado), bater perna pela cidade no sábado após retirar o kit, me achar no metrô paulistano, uma ou outra cerveja na tarde de sábado, a noite da véspera numa cama que não era a minha (num hostel praticamente submerso em meio a um temporal), enfim... Nada disso pesou tanto durante a prova quanto ter subestimado o trajeto!

É sabido que se deve estudar o trajeto, altimetria, curvas, cotovelos (retornos). Olhar a previsão do tempo também é importante. E foi aí que o estrupício aqui vacilou... A expectativa era de chuva. E pra quem vinha treinando (ou algo próximo disso...rs) no verão do RJ, um domingo de chuva em SP surgiu como cenário perfeito pra um RP (a saber: recorde pessoal)!

O que era pra ser RP, virou suplício lá pelo km 15. Após me livrar do trânsito de pessoas, comum aos primeiros quilômetros de qualquer prova, não me fiz de rogado e forcei a barra contando que o frio de São Paulo me garantiria um bom desempenho. Só não contava com as subidas (uma após a outra), curvas, cotovelos e tudo o mais que se tem direito ao longo de todo o percurso da Meia Internacional de SP!

Deu pra garantir um Sub 2h, por pouco. E, no final das contas, o desempenho foi até bom. Dois minutos acima do meu tempo na Meia Internacional do Rio do ano passado. Levando em conta que a prova carioca é praticamente plana, até que fui bem! Mas terminei completamente destruído! O bastante pra não ter disposição pra praticamente mais nada no meu ultimo dia em São Paulo...

Se você é do time que curte nosso Test Drive de Buteco, cabe um último toque: incursões cervejeiras devem ser planejadas para depois da prova, certo? Uma ou outra, de leve, até pode ser, mas a empolgação e a ansiedade da véspera de uma corrida importante pode transformar uma em duas, duas em três e três em uma caixa! Sendo assim, cuidado.

Viajar pra correr é legal, sim! Mas correr longe de casa também é sinônimo de rotina alterada. Conselhos conhecidos como, no dia da prova fazer tudo exatamente igual ao que se fez em dias de treinos longos e coisas do tipo ajudam a cabeça e o corpo a sentirem menos a viagem. Tomando cuidado, as lembranças da prova e da viagem podem ser das melhores! Vale a pena fazer pequenos sacrifícios e partir pra correr com outras paisagens de fundo. Sendo assim: organize-se! E aproveite a viagem!


A quem interessar possa: treinos, tentativas, erros, acertos e desastres (comuns a todo corredor) em meu Instagram.

Dicas, links, artigos e outros em nosso grupo Corrida e Caminhada - Niterói/RJ


foto: Meia Maratona Internacional de São Paulo 2019/Yescom

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Mova-se! :: Correr é caro?!


por: Rafa Almeida

Tênis de corrida, meias de compressão, relógio de GPS, assessoria esportiva, mochila de hidratação, gel de carboidratos e uma lista de apetrechos que parece não ter fim! Tudo isso é apresentado de uma vez a quem decide começar a correr. E tudo isso pode sair caro, muito caro... A Corrida de Rua consegue ser o esporte mais democrático, ou o mais elitista. Mas correr tem de ser, necessariamente, caro? Não exatamente!

Tudo começa pelo tênis? Talvez, talvez... É sabido que quando começamos a correr, a técnica (ou a ausência de técnica), principalmente no que diz respeito a pisada, pode facilitar o aparecimento de lesões. Só que entre o risco de se machucar, e os R$800 ou R$900 do último modelo daquela marca famosa, há um universo de distância. E nem me refiro aos tais tênis de entrada (indicados pelas marcas para iniciantes, cujos preços giram em torno dos R$300, ou algo perto disso). Há opções realmente baratas que atendem as necessidades não só de principiantes, mas também de corredores com algum nível de experiência. E essas opções “baixa renda” podem ser encontradas até por menos de R$100!

Tidos por muitos como fundamentais para o trenamento de corrida, os relógios de GPS figuram junto aos tênis como itens mais caros da lista de um corredor. Pra quem está em busca de performance, ou de um plano de treinos que exija um pouco mais de dedicação que o necessário a um iniciante, os relógios de GPS podem ser importantes. Porém, se a ideia é apenas monitorar suas corridas e ter uma ideia do seu desempenho, um app de celular já resolve (são muitos, dá pra escolher!)! Aliás, recentemente, marcas de renome desses relógios anunciaram o fim de suas atividades no Brasil. Ou seja: o que já era caro, tende a ficar mais caro ainda...

Com pouca ou muita grana no bolso, vai ser bem difícil passar batido por eles!. É, literalmente, uma infinidade de acessórios destinados às mais diversas praticas esportivas! E com a corrida não é diferente. Seja em algum site, no outlet da marca famosa ou no camelô, em algum momento você acaba gastando uma grana com braçadeira de celular, cinto/mochila de hidratação ou algum penduricalho necessário (ou não) para seus treinos. A não ser que você seja o suprassumo do “corredor raiz” (daquele que calça o tênis e vai pra rua, simples assim)! Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Dá pra encontrar o que você julgar necessário pra facilitar a vida durante sua corrida sem quebrar o orçamento!

E quando chega a hora de correr uma prova? Sim, provas são legais! Funcionam como incentivo nos treinos quando postas como meta a ser alcançada. Correr com amigos, a música, o clima, a camisa bacana do kit... Mas é fato que mesmo provas pequenas, de 5km ou 10km, hoje, são extremamente caras. Dá pra ponderar que os custos são altos para promover esse tipo de evento. Mas que é caro, é! Uma opção bacana pra quem está começando são as provas gratuitas que pipocam por aí. São concorridíssimas, óbvio. E as inscrições costumam esgotar em minutos. Algumas, como o Circuito Corrida e Caminhada UFF tem kits bacanas, cronometragem e boa organização! Vale a pena ficar atento nas redes sociais pra quando pintar alguma prova assim!

Pra maioria dos que começam a correr, os objetivos almejados não variam muito. Perder peso, melhorar a qualidade de vida ou encontrar uma válvula de escape pras agruras da vida moderna. Só mais pra frente uma parte de nós, amadores, elegemos outros objetivos na corrida. Performance, quilometragem semanal, distâncias a serem vencidas, métodos e outros aspectos do treinamento de corrida não precisam fazer parte das preocupações de quem começa a correr. E é claro que quanto mais informação e orientação profissional, melhor.

Mas num país onde nunca se teve, de fato, uma política pública de esportes eficiente (capaz de incutir nas massas o hábito da atividade física e, aí sim, colher frutos com o surgimento de novos talentos sem ter isso como meta principal), é perfeitamente compreensível que o acesso a práticas esportivas acabe restrito a poucos interessados (ou aos que podem pagar). Mas o monstro não é tao feio. Dá pra adotar hábitos saudáveis sem precisar comprometer a grana do mês!


Algumas dicas de vídeos que podem ajudar:

Sobre tênis de corrida barato 1:

Sobre tênis de corrida barato 2:

Sobre aplicativos de corrida:

Sobre acessórios, apetrechos e outros 1:

Sobre acessórios, apetrechos e outros 2:
(meio nutella demais esse daqui, mas vai...rs)

Sobre acessórios, apetrechos e outros 3:

Sobre planilhas de treino online:
:

Mais um sobre tênis de corrida:

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foto: Corrida de Guaramiranga / divulgação

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Mova-se! :: Por que falar de corrida (aqui)?


por: Rafa Almeida

Calma! Este fanzine continua a ser um espaço para falar de música, arte e cultura. Com uma atenção espacial ao que rola no underground Fluminense, claro. Logo, não estamos prestes a anunciar nenhuma mudança drástica nos próximos parágrafos.

Porém, assim como um cão e seu dono (ou seu humano, como queiram), é um fanzine e seu editor. O primeiro reflete o segundo. E um muda com o outro. E assim tem sido aqui no FMZ. Em meados de 2017 o zine passou a contar com uma seção de dicas de trilhas. Pratica que este que vos escreve havia recentemente descoberto. E pela qual se encantou imediatamente.

Mas havia outro hábito recentemente adotado que ainda não havia aparecido por aqui, a Corrida de Rua. Em tempo: As mudanças na vida do fanzineiro aqui não foram tão drásticas assim. Prova disso é que o Teste Drive de Buteco ainda figura aqui no FMZ.

Mudanças de hábitos são muito bem vindas em determinados momentos da vida. E incorporar práticas saudáveis ao dia a dia em nada interfere em seus gostos musicais, posicionamentos políticos, nem nada do tipo. Amadurecer faz isso, mas aí é outro assunto...

Ou, nem tanto. Difícil não associar algumas tomadas de decisões a processos de amadurecimento. E perceber que o mosh pit, há tempos já não é mais lugar pra você pode estar ligado não só à sua idade, mas à suas condições de saúde também...

Pra este que vos escreve, a balança marcando120kg, dois maços de cigarro por dia e disposição zero pra atividades corriqueiras foram o suficientes pra ativar o sinal de alerta. Mudanças na alimentação e uma guerra constante (e que quase sempre parece impossível de vencer) contra o cigarro se tornaram prioridade absoluta. E veio a Corrida.

Em um ano e meio se foram quarenta e cinco quilos. O cigarro ainda vai e volta (a tal guerra constante e tal...). E, de tempos em tempos, é preciso uma (re)reeducação alimentar quando o peso começa a sair do controle (normal, acontece).

Este é um depoimento bastante comum no universo da Corrida. Mas fora dele é algo que soa distante, impossível ou “longe demais das capitais” pra maioria das pessoas. Diferente de outros esportes, correr requer apenas sua boa vontade (mais que isso, estaria fora dos meus planos). Umas horinhas da sua semana já são suficientes, acredite.

Mas calma! Você não precisa torrar sua grana em tênis, relógio, inscrição de prova e se dispor a correr feio louco por cinco ou dez quilômetros por uma medalha de participação! Na verdade, pode-se passar a vida toda sem fazer isso uma única vez. A Corrida de Rua pode ser, tão somente, um hábito saudável a ser incorporado à sua rotina. Sem preocupação com pace, distâncias, enfim.

Ao mesmo tempo, acredite, não precisa ser um atleta (na acepção da palavra) para seguir planilhas, monitorar treinos no relógio de gps ou app de celular e acompanhar o próprio desempenho. Tudo isso fará você progredir? Sim. Mas não é estritamente necessário para que você pratique corrida.

Salvo raríssimas exceções, qualquer pessoa pode praticar corrida. Obviamente é preciso de um mínimo de condicionamento físico. Começar caminhando, aumentar os minutos de caminhada e, com o tempo, alternar a caminhada com um trote bem leve... Em pouco tempo, se está correndo (e falando de corrida o tempo todo).

A motivação principal pode ser a estética ou a saúde, tanto faz. Fato é que, mover-se faz bem. E é um ótimo artifício para combater os males da vida moderna. Em tempos de alimentos industrializados por demais, mundo virtual e outros vícios, é preciso contrapor esse tanto de violências que impomos ao nosso corpo e à nossa mente diariamente.

E quando o mosh passa a ser uma atividade não indicada pra nós, é bem provável que já tenha passado da hora de incorporar uma atividade física a nossa rotina. Não precisa deixar nada de lado. Não tem que abrir mão de coisa alguma. Mas mover-se é preciso, necessário. Só tome cuidado pra não se tornar o cara chato que tenta convencer todo mundo a praticar algum esporte. Como este que vos escreve deve estar soando agora.

Até!


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foto: Meia Maratona Internacional do Rio 2017, por Yescom

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Trilhas & Afins :: Pedra do Elefante


por: Rafael A.

Definitivamente, a Pedra do Elefante (ou Alto Mourão) foi a mais legal dentre as (poucas) trilhas que este que vos escreve fez até agora! Já quase no final da primeira parte, de uma caminhada com poucos obstáculos, se tem uma vista incrível da Enseada do Bananal e do Costão de Itaquatiara. Ambos lá em baixo, bem pequenininhos por conta da altura! E é aí que começa a parte mais legal: a subida pela pedra! Aqui rola uma dificuldade um pouco maior. É possível fazer sem equipamentos de escalada, nem nada do tipo. Mas, sim, é uma subida mais complicada pra quem não está habituado. Ao final, um visual lindo de Niterói e Rio de Janeiro. Em seguida mais um trecho de subida por uma trilha e uma vista sensacional das praias de Maricá! Cansativo, mas compensa (muito)!

Serviço:
Pedra do Elefante (Parque Estadual da Serra da Tiririca) :: Mirante da Estrada do Itaipuaçú, Estrada da Serrinha (RJ 102), Itaipuaçú, Maricá/RJ / Informações

foto: Rafael A.

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