sábado, 21 de agosto de 2004

Hum Eletrônico apresenta:

Bar do Blues (Zé Garoto, São Gonçalo)


CLUBE DA LUTA – THE FEITOS – CACTUS CREAM – NOITIBÓ


Mais um evento promovido pela galera do Hum Eletrônico. Noite de sábado com show de bandas covers no Recreativo Trindade (clube localizado em outro bairro de São Gonçalo) e show no Bar Convés em Niterói. Pois é, né? Três eventos na mesma noite e não podia dar outra: Público dividido, público indeciso ou simplesmente em casa.

Com um Bar do Blues esvaziado, por volta da meia noite, os caras do Clube da Luta deram início aos trabalhos com seu som com cara de alternativo e afins (nem eu entendi o que eu escrevi agora...). Dando seqüência foi a vez do The Feitos subir ao palco para mostrar sua mistura de Jovem Guarda e Rock de Garagem. A banda de Niterói fez um bom show e parece, acima de tudo, ter se divertido bastante com seu próprio show. O Cactus Cream veio em segui com seu indie Rock. E embora seja uma boa banda, o show longo acabou por soar cansativo de seu meio pro fim. Fechando a noite, a galera ‘dona da festa’ do Noitibó subiu ao palco e fez um show, acima de tudo, descontraído. Com repertório baseado em sons de seu segundo álbum o Noitibó divertiu-se e divertiu a galera das bandas que acabou por ser o público presente.

Todo mundo se divertiu então, né? Mais ou menos. Faltou a galera que insiste em prestigiar banda cover e abre mão de conferir bandas com propostas novas, ou ao menos diferente da pasmaceira que rola por aí. No final, quem perde é o próprio público. Uma pena... E acabou que tinha uma garota pedindo pra alguém tocar Raimundos (gosto é gosto) e ninguém atendeu o pedido da moça...

por Rafael A.

Infos:
www.humeletronico.com

sexta-feira, 20 de agosto de 2004

Rolando Na Estrada


Espaço Cultural Rehma
(Copacabana/RJ)

Sendo que é tão raro que se abram espaços para artistas independentes mostrarem seus trabalhos, é sempre bem vinda a chegada de novos espaços e eventos. Nem tão novos assim, na verdade. O produtor Ricardo Loureiro, responsável pelo Rolando na Estrada, já atua no meio independente faz tempo. E faz um tempo também que o Rolando na Estrada, que também é um informativo impresso, abre espaço para artistas independentes.

Que bom. Já que o Rolando na Estrada se mostrou uma boa opção para quem se interessa pela produção artística independente carioca... O evento aportou no Espaço Cultural Rehma, em Copacabana. E nesta edição as atrações foram os músicos Marcello Guelli e Pablo Leignier. Uma exposição de quadros a cargo de Eli Berrios e L.Oliver. Rolou ainda participações da diretora de teatro Niette de Lima e da produtora de moda Neise Nery e Sandro Bovero como convidado especial. Enfim, tinha de tudo um pouco: Música, pintura, artesanato. E o melhor de tudo, idéias. Pena que nossa sina de nunca chegar na hora nos eventos continua e perdemos algumas das atrações chegando quando uma parte do público já tinha deixado o Espaço Rehma.

Ficamos assim então: O Rolando na Estrada continua rolando lá mesmo em Copacabana. E de nossa parte resta avisar que vale a pena dar uma chegada por lá pra conferir o underground que nem sempre se toma como tal. Cultura, informação e espaços para a arte independente são sempre bem vindos, né? Nós, pelo menos, achamos que sim.

por Rafael A.

Infos:
www.rolandonaestrada.kit.net

domingo, 15 de agosto de 2004

Doméstica Distro. Apresenta:


Convés Bar
(Niterói, RJ)


DELUXE – FILHOS DO TOTEM – DANDARA – SEU MADRUGA VESTE PRETO

Mais um domingo de show no Convés e mais um evento promovido pela Doméstica Distro. E o público resolveu sair de casa e proporcionar para si próprio uma noite bastante agradável (porque se o público não comparece a coisa fica bem chata, né?). Duas bandas cariocas lançando CD e uma volta (?) de uma galera já conhecida de longa data do público de Niterói. E o Filhos do Totem, que já tem um público fiel e que marca presença nos show dos caras... E a cerveja no Convés tá sempre gelada (faz diferença, sim!).

De cara a galera carioca do Deluxe, lançando seu Acelerado pôs os pés no palco e conquistou a galera com seu hardcore/emo. O power trio se mostrou competente e agradou a galera que não desgrudou os olhos do palco. Mais banda carioca, desta vez foi o povo do Dandara, lançando seu Nouvelle Vile. Mais ou menos na mesma linha de sua antecessora os caras seguraram a galera que já começava a se empolgar, por assim dizer. Em seguida foi a vez da galera do Filhos do Totem mostrar seu som à la CPM 22 e fazer a festa do povo que foi no Convés conferir a apresentação deles. Sons do CD dos caras foram cantados e devidamente festejados pela galera. E pra fechar a brincadeira a tal volta tão esperada. Digo ‘tal’ pois ao que parece nem os caras sabem ao certo o que vai ser da banda. E os caras encontraram uma galera com saudades da banda. Uma galera que agitou cantou e se divertiu pra valer com o show da banda. De repente dá até pra pensar em voltar pra valer, né? Mas isso é com eles.

Bom show que parece ter mesmo atraído o público, visto que a quantidade de gente lá dentro era bastante grande. Mais um evento da Doméstica Distro. (quem diria, né? Uma distro. promovendo shows aqui em Niterói! Que bom, né? E olha que não é a única).

Pois bem. Foi mais ou menos isso que rolou... O tempo passa, o tempo voa... E aos poucos a tal da renovação de público, tão aguardada, vai dando as caras. Que venha, e logo!

por Rafael A.

sexta-feira, 23 de julho de 2004

Krisium

Circo Voador (Rio de Janeiro/RJ)

KRISIUM – AGHORY


Nem tem como esconder que a expectativa era grande antes de finalmente ver, e pisar, no Circo Voador finalmente reaberto. E junto com isso um show do Krisium. Uma banda que, embora não conheça o trabalho a fundo, já queria ver faz tempo ao vivo. Entrada à R$ 24 é cara? Claro. Mas vamos ver qual é a dessa volta do Circo Voador.

O novo Circo Voador é, dentro do possível, aconchegante. Tirando a chuva que caía e o preço da cerveja (que é realmente caro, e a cerveja não é, de longe, lá essas coisas...) pode-se dizer que tudo funciona bem e dá pra curtir um show sem se estressar. Como disse: chovia. O que espantou, sem dúvida, boa parte da galera. Mesmo assim, quando o Krisium subiu no palco o público era muito bom. E os caras não decepcionaram. Se a galera já estava seca por um show dos caras por aqui, a frase ‘Krisium... Está aqui!’ vinda do palco deu início a um verdadeiro massacre... No palco e na galera.

Sem exagero. A coisa ultrapassa o que pode-se chamar de brutal. Tudo isso transbordando competência, velocidade, técnica e tesão de tocar. Este é o Krisium. A banda gaúcha fez uma apresentação impecável em todos os sentidos. Na galera, o caos reinava absoluto em uma roda onde cada um botava pra fora sua adoração pela banda, ou pelo Death Metal de uma forma geral, como podia, queria e sentia. Simplesmente insano! E a cada som, a cada mosh (liberado!), a banda ia conquistando e envolvendo uma platéia que merece nota 10. Assim como a banda, que levou sons de toda a carreira e brindou o público com um cover do Venom!!! E o Circo Voador veio abaixo (no bom sentido!).

Após o Krisium ainda rolou show da banda Aghory que segurou uma galera que pode conferir um bom show de Death com pitadas de grindcore e afins. Tá, banda de ‘abertura’ no fim é estranho. Mas que foi uma noite e tanto, isso foi!

por Rafael A.

domingo, 27 de abril de 2003

Cólera / Shola's bar - Itaboraí - RJ

Pouca gente compareceu ao show que fechou essa mini turnê do Cólera pelo Rio de Janeiro (os caras tocaram dia 25 em Tanguá e dia 26 em Macaé). O espaço, embora pequeno, caiu como uma luva para o que foi o show: uma apresentação bem solta para um público seleto. Uma parte da história do punk rock brazuca foi contada em cima daquele pequeno palco e diante de cerca de sessenta felizardos.

Dava gosto ver a satisfação estampada no rosto dos caras do Cólera tocando seus clássicos. E o público, que começou meio que na dele, rapidamente entrou no clima e fez de fato o show se transformar em uma festa. Em cerca de uma hora e meia, os caras mandaram ver músicas como: Adolescente, Subúrbio Geral, Fuck IURD, Pela Paz em Todo o Mundo, X.O.T e outros clássicos do punk rock brasileiro. Rolou até participação dos caras do Tubarões Voadores que junto com o Cólera mandaram Até Quando Esperar, da Plebe Rude.

Os caras atenderam pedidos e mostraram que, mesmo com mais de vinte anos de estrada, ainda eram capazes de se empolgar tocando para um público pequeno, porém ensandecido.

Nota 10 pra quem foi e nota 1000 pro Cólera!

por Rafael A.

Leia também: