quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Viva o Punk, Não Viva do Punk


Viva o Punk, Não Viva do Punk (CD Demo Coletânea / Independente)

Mais uma iniciativa interessante da galera carioca. Este Viva o Punk... reúne cinco bandas de diversos cantos do subúrbio carioca. Ao contrário do que se imagina, o material, embora simples, não tem nada de tosco não. O encarte é bacana e rico em informações. O texto de apresentação é bacana e ainda rolam os filhos da galera das bandas ou amigos apresentando bandas e sons.

Musicalmente o que temos é, óbvio, punk Rock tosco, com distorções no talo e cozinhas simples. Climão SUB na área, né? Ou seja, tudo para o sujeito sair pogando pela casa assim que a bolachinha começa a rolar. Claro que um dos (se não O) quesitos mais importantes são as letras. E aí o pessoal se esbalda: Subúrbio, pobreza, desemprego, anarquismo, liberdade, gritos de guerra e tudo o mais que uma coletânea punk tem direito. O ideal seria destacar todo mundo, pois todos merecem. Mas como o espaço é curto, fica uma menção ao pessoal do Indigentes. A banda de São Gonçalo tira nota dez em todos os quesitos! Só não dá pra entender como esses caras ficam tanto tempo sem tocar na própria cidade... Igualdade e Liberdade e Indigentes ficam como destaque, ok? Com um bom tempo de estrada nas costas, Sub-Atitude dá seu recado. Proletário, Remanescentes (que também se sai muito bem) e AAzilo (será que escreve assim?) que destoa por mergulhar na música brasileira e se sai muito bem em experimentações bem interessantes, completam um time em que todos merecem os parabéns.

E por falar em parabéns, vai um para os idealizadores, colaboradores e todo mundo que de alguma forma ajudou para um belo trabalho como esse visse a luz do dia. Aproveito para reproduzir um trecho do texto de apresentação aqui: “...Que exista outro mundo melhor, se acreditarmos ... Temos que nos informar, quem tem condições de fazer uma faculdade, faça. Vamos ser os melhores profissionais em cada área, para podermos mudar, ou vamos continuar falando, falando ... reclamando ... botando defeito ...” Serve não só para o meio punk, mas pra todo mundo envolvido com esse tal de underground, né?


por Rafael A.

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sábado, 27 de outubro de 2007

Rock na Garagem - 8ª edição


Metallica Pub (Porto Novo, São Gonçalo)

FUNGUS & BACTÉRIAS – REPRESSÃO SOCIAL – ANTECEDENTES – LA PUTA MADRE – INÉRCIA


Rock na Garagem - 8ª edição

Tarde de sábado ensolarada em São Gonçalo! Depois de uma semana de chuva que não acabava mais a melhor pedida era, sem dúvida, partir para o Metallica Pub onde rolava a oitava edição do Rock na Garagem! Cinco bandas programadas, sendo que destas cinco uma vinda de longe, lá de Barra Mansa. E uma em um momento bastante especial: Era a rapaziada da La Puta Madre estreando sua nova formação! E foi pra lá que o Tio Satan aqui rumou, sem titubear!

Apesar do pouco público, o clima no Metallica Pub era muito bom. Stands de cd’s, camisas, zines e tudo o mais que se tinha direito dentro do bar e até na calçada. Quem deu início aos trabalhos foi o pessoal da banda Inércia. Músicas como Sem Preço para a Liberdade, Degradação Humana e clássicos como Festa Punk do Replicantes impulsionaram as primeiras rodas de pogo do show! Em seguida foi a vez dos futuros Latitude Zero Prod. (N.E: Com licença... Dá pra não falar de assuntos internos na resenha???) da banda La Puta Madre estrear sua nova formação. Agora com apenas uma guitarra a banda se saiu muito bem como power trio e fez um belo show. Não faltaram músicas do mais recente trabalho Mãos Sujas e covers bem interessantes! Belo show! Já na parte final do evento a galera de Barra Mansa, representada pela banda Antecedentes, fez bonito num belíssimo show! Ótima banda de hardcore, vão longe com certeza! E já que não havia nem sinal de Fungus & Bactérias no Metallica Pub coube à clássica Repressão Social fechar o final de tarde quase noite de barulho no Porto Novo. Ótimo show coroado pela presença marcante da vocalista Gabriela. E mesmo com uma partida de futebol sendo transmitida simultaneamente na caixa do guitarrista Rodrigo a banda se saiu muito bem num show que merecia ser presenciado por mais gente. Fazer o quê?

No final das contas? Uma tarde das mais agradáveis. No melhor estilo ‘Ambiente familiar com música ao vivo...’! Como já devo ter mencionado, pena o público não ter aparecido como o evento merecia. Em todo caso, ficam os ótimos shows, as cervejas e a imagem dos ‘responsáveis’ pelo evento visivelmente bêbados em plena luz do dia (N.E: E o que o senhor tem haver com isso???)! Em dezembro tem mais Rock na Garagem!

por Tio Satan / foto: Rodolfo Caravana

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Zähc

Zähc

Dawn of the Thrash (CD Demo)


Mais um CD que chegou pra gente lembro de onde ou através de quem. E mais uma grata surpresa! Tudo bem simples. Banda de Itatiaia, interior do RJ. Capinha bacana, CD-R e dentro um belo EP que agrada a qualquer um que curta som extremo.

A banda aposta em um grindcore que, em alguns momentos, lembra a carioca Lástima. Vocais que vão do berro mais ‘metal malvado’ ao crustcore mais insano que você puder imaginar. E o som não foge a essa linha. Os caras passeiam pelo grindcore, crust, black grind e demais subdivisões do som extremo.

Destaques para O Pesadelo Nunca Acaba e All Bushits! E destaque também pra quem comanda as baquetas da banda. Batera muito bacana mesmo. Aliás, banda bem bacana. Ponto pro underground carioca!

por Rafael A.

Zähc

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www.fotolog.net/zahc

sábado, 20 de outubro de 2007

Fusão Rock apresenta: Matanza


Bar do Blues (Zé Garoto, São Gonçalo)

MATANZA – NORTE CARTEL – DESTINO IGNORADO – EMATOMA – GARDENOL - MENTSAN


Fusão Rock apresenta: Matanza

Matanza de volta ao Bar do Blues! É verdade, eles estão de volta a São Gonçalo! Aliás, é sempre bom lembrar que embora digam por aí que o primeiro show dos caras na cidade foi no mesmo Bar do Blues, quem puxar pela memória vai lembrar que o mesmo Matanza (com direito a Nervoso na bateria) tocou no extinto Caverna do Rock, ao lado do Colégio Castelo Branco faz alguns (bons) anos. Ou seja, a relação da banda com São Gonçalo já vem de um bom tempo. E que tenha início o massacre!

O massacre mesmo começou com um certo atraso (pra quem organiza shows, normal), mas não foi com as bandas de abertura, não mesmo. Quem deu início aos trabalhos foi o pessoal da banda Mentsan. Embora a banda apresente um new metal redondinho, com tudo no devido lugar e boa dose de competência na execução de suas canções (e nem tanto quando o assunto é cover – lembro de um Slipknot, se não me engano) sua apresentação se tornou cansativa com o passar do tempo. Já com uma galera considerável dentro do Bar do Blues seguiram-se shows de Ematoma, Gardenol e Destino Ignorado. A primeira desceu o braço e cuspiu um noisecore de responsa (apesar de o público da região não fazer idéia do que seja noisecore...), a segunda mostrou músicas de seu primeiro CD O que é Isto? e a terceira foi, sem dúvida, a grande injustiçada da noite. Explico: A banda Destino Ignorado tem mais de dez anos de estrada e tem em seu currículo pelo menos três das melhores demo tapes que eu já ouvi na vida. Infelizmente o Hard Rock/Blues dessa clássica banda foi deixado de lado e colocaram os caras pra tocar ‘clássicos’ do Rock. Só esqueceram que o DI tem os seus próprios clássicos... Sem dúvida o melhor show dentre as bandas de abertura (levando em conta que o show do Destino Ignorado não foi um show do DI) foi da cabofriense Norte Cartel. O som dos caras com claras influências de NYHC se mostra mais arrasador a cada show. Impecável!!!

Tá, a Norte Cartel arrebentou, mas o massacre mesmo começou logo após o show dos caras. Jimmy & Cia. tomam o palco e, literalmente, espancam o público com uma seqüência de músicas maravilhosas interpretadas com o tesão de quem sabe que todos os olhares estão em sua direção e não admite fazer feio. E não fizeram! Rio de Whisky, Whisky para Um Condenado, Pé na Porta e Soco na Cara e a acachapante A Arte do Insulto foram algumas das canções com as quais o Matanza transformou essa noite de sábado em algo que dificilmente sairá da cabeça de quem esteve lá. Foi lindo! Pogo liberado (é assim que tem de ser, ok, Bar do Blues?) e tome roda! Diversão sadia e boa música: A noite perfeita! Vida longa ao Matanza!

Ainda deu tempo de anunciarem um disquejóquei que ‘agitaria’ a galera até de manhã. Mas quem se importaria com um dj à essa altura do campeonato??? Sem chances, o Matanza não deixou sobrar nada pra ninguém! Apesar de nem todas as bandas de abertura terem tido muito haver com o que se esperava do evento, a noite foi bem agradável (em vários sentidos, inclusive etílicos). Só lembrando uma coisa: A banda Destino Ignorado tem muita história pra ser tratada como uma bandinha cover qualquer (todas elas são, né?). E ‘...enquanto você fica aí arrumando tumulto, eu vou me aprimorando na arte do insulto...”

por Rafael A. / foto: Rodolfo Caravana

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Rhuna

Rhuna

Rhuna (CD / CultPar - Universal Music)


Não deve ser fácil entrar e sobreviver na selva das grandes gravadoras, certo? Bandas dispostas a tentar seu lugarzinho nas paradas de sucessos também não faltam. Pois bem: Temos aí esta banda carioca em seu álbum de estréia com direito a distribuição de major e tudo o mais, os caras apostaram alto nesse primeiro trabalho: Single pra rádio, site bacana, lançamento de primeira com toda a pompa e tudo como manda o figurino. Será que eles conseguem?

Em uma das guitarras, o nome do virtuose e premiadíssimo Alex Martinho chama a atenção e nos deixa com a pulga atrás da orelha para ver qual é a do som do Rhuna. Mas nem adianta esperar por solos intermináveis e na velocidade da luz por aqui. O lance é um pop Rock baseado em composições corretas, arranjos com cara ‘pesada’ e letras típicas do estilo. A cozinha formada pelo baixista Fabio Lessa e o batera Rodrigo Martinho cumpre sua função e não deixam a peteca cair. Na guitarra, o citado, Alex Martinho pode soar burocrático para os fãs de sua carreira instrumental, porém mostra competência em riffs bem colocados e bom gosto na escolha de efeitos e arranjos. Pode parecer estranho, mas algumas melodias lembram tremendamente Catedral. O vocalista Rafael também cumpre seu papel. Os destaques ficam por conta dos refrões de Sinal da Paranóia e Atitude que grudam na cabeça, as guitarras de O Certo, Opinião e a primeira música de trabalho Mergulho no Escuro que, pra mim fica como melhor momento do álbum.

Fica claro que trata-se de uma banda competente. Agora, a praia é o pop Rock e a intenção é, claramente, emplacar em rádios e MTVs por aí. De novo, nem adianta esperar do guitarrista Alex Martinho algo próximo de seu trabalho instrumental. A julgar pelo que rola nos ‘grandes’ meios de comunicação e do nível do lançamento, é provável (e tem tudo para) que dê certo. Fãs de pop Rock, baladas açucaradas e afins podem adquirir sem sustos.

por Rafael A.

Rhuna

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www.rhuna.com.br

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