domingo, 15 de agosto de 2004

Doméstica Distro. Apresenta:


Convés Bar
(Niterói, RJ)


DELUXE – FILHOS DO TOTEM – DANDARA – SEU MADRUGA VESTE PRETO

Mais um domingo de show no Convés e mais um evento promovido pela Doméstica Distro. E o público resolveu sair de casa e proporcionar para si próprio uma noite bastante agradável (porque se o público não comparece a coisa fica bem chata, né?). Duas bandas cariocas lançando CD e uma volta (?) de uma galera já conhecida de longa data do público de Niterói. E o Filhos do Totem, que já tem um público fiel e que marca presença nos show dos caras... E a cerveja no Convés tá sempre gelada (faz diferença, sim!).

De cara a galera carioca do Deluxe, lançando seu Acelerado pôs os pés no palco e conquistou a galera com seu hardcore/emo. O power trio se mostrou competente e agradou a galera que não desgrudou os olhos do palco. Mais banda carioca, desta vez foi o povo do Dandara, lançando seu Nouvelle Vile. Mais ou menos na mesma linha de sua antecessora os caras seguraram a galera que já começava a se empolgar, por assim dizer. Em seguida foi a vez da galera do Filhos do Totem mostrar seu som à la CPM 22 e fazer a festa do povo que foi no Convés conferir a apresentação deles. Sons do CD dos caras foram cantados e devidamente festejados pela galera. E pra fechar a brincadeira a tal volta tão esperada. Digo ‘tal’ pois ao que parece nem os caras sabem ao certo o que vai ser da banda. E os caras encontraram uma galera com saudades da banda. Uma galera que agitou cantou e se divertiu pra valer com o show da banda. De repente dá até pra pensar em voltar pra valer, né? Mas isso é com eles.

Bom show que parece ter mesmo atraído o público, visto que a quantidade de gente lá dentro era bastante grande. Mais um evento da Doméstica Distro. (quem diria, né? Uma distro. promovendo shows aqui em Niterói! Que bom, né? E olha que não é a única).

Pois bem. Foi mais ou menos isso que rolou... O tempo passa, o tempo voa... E aos poucos a tal da renovação de público, tão aguardada, vai dando as caras. Que venha, e logo!

por Rafael A.

sexta-feira, 23 de julho de 2004

Krisium

Circo Voador (Rio de Janeiro/RJ)

KRISIUM – AGHORY


Nem tem como esconder que a expectativa era grande antes de finalmente ver, e pisar, no Circo Voador finalmente reaberto. E junto com isso um show do Krisium. Uma banda que, embora não conheça o trabalho a fundo, já queria ver faz tempo ao vivo. Entrada à R$ 24 é cara? Claro. Mas vamos ver qual é a dessa volta do Circo Voador.

O novo Circo Voador é, dentro do possível, aconchegante. Tirando a chuva que caía e o preço da cerveja (que é realmente caro, e a cerveja não é, de longe, lá essas coisas...) pode-se dizer que tudo funciona bem e dá pra curtir um show sem se estressar. Como disse: chovia. O que espantou, sem dúvida, boa parte da galera. Mesmo assim, quando o Krisium subiu no palco o público era muito bom. E os caras não decepcionaram. Se a galera já estava seca por um show dos caras por aqui, a frase ‘Krisium... Está aqui!’ vinda do palco deu início a um verdadeiro massacre... No palco e na galera.

Sem exagero. A coisa ultrapassa o que pode-se chamar de brutal. Tudo isso transbordando competência, velocidade, técnica e tesão de tocar. Este é o Krisium. A banda gaúcha fez uma apresentação impecável em todos os sentidos. Na galera, o caos reinava absoluto em uma roda onde cada um botava pra fora sua adoração pela banda, ou pelo Death Metal de uma forma geral, como podia, queria e sentia. Simplesmente insano! E a cada som, a cada mosh (liberado!), a banda ia conquistando e envolvendo uma platéia que merece nota 10. Assim como a banda, que levou sons de toda a carreira e brindou o público com um cover do Venom!!! E o Circo Voador veio abaixo (no bom sentido!).

Após o Krisium ainda rolou show da banda Aghory que segurou uma galera que pode conferir um bom show de Death com pitadas de grindcore e afins. Tá, banda de ‘abertura’ no fim é estranho. Mas que foi uma noite e tanto, isso foi!

por Rafael A.

domingo, 27 de abril de 2003

Cólera / Shola's bar - Itaboraí - RJ

Pouca gente compareceu ao show que fechou essa mini turnê do Cólera pelo Rio de Janeiro (os caras tocaram dia 25 em Tanguá e dia 26 em Macaé). O espaço, embora pequeno, caiu como uma luva para o que foi o show: uma apresentação bem solta para um público seleto. Uma parte da história do punk rock brazuca foi contada em cima daquele pequeno palco e diante de cerca de sessenta felizardos.

Dava gosto ver a satisfação estampada no rosto dos caras do Cólera tocando seus clássicos. E o público, que começou meio que na dele, rapidamente entrou no clima e fez de fato o show se transformar em uma festa. Em cerca de uma hora e meia, os caras mandaram ver músicas como: Adolescente, Subúrbio Geral, Fuck IURD, Pela Paz em Todo o Mundo, X.O.T e outros clássicos do punk rock brasileiro. Rolou até participação dos caras do Tubarões Voadores que junto com o Cólera mandaram Até Quando Esperar, da Plebe Rude.

Os caras atenderam pedidos e mostraram que, mesmo com mais de vinte anos de estrada, ainda eram capazes de se empolgar tocando para um público pequeno, porém ensandecido.

Nota 10 pra quem foi e nota 1000 pro Cólera!

por Rafael A.

sábado, 26 de abril de 2003

The Feitos, Abaixo de Zero / Clube Pioneiros - Niterói - RJ

Noite quente de sábado e acabou que pouca gente foi conferir a última edição desse evento que vem acontecendo no Clube Pioneiros, em Niterói. Havia mais uma banda pra tocar, porém pelo que se ouviu um acidente de carro envolvendo gente da banda os impediram de estarem presentes. O organizador do evento explicou a situação no microfone (do jeito que tem que ser) e dedicou o show aos caras da banda. Vamos ao som que rolou, certo?

A primeira banda foi o Abaixo de Zero, que já tem cd gravado e ao que parece tá com material novo pintando por aí. O som dos caras fica entre o indie e o pop, tendo mais pro pop mesmo. Entre sons próprios os caras mandaram uma versão de uma da Legião mas mesmo assim a galera parecia não querer se animar de jeito nenhum. E a culpa não é nem da banda, podem acreditar.

Em seguida e fechando a noite veio o The Feitos, meio que jogando em casa e diante da torcida. Fazem um som diferente que parte do skapunk e passa por elementos de samba e outras viagens que em alguns momentos soam muito legais. Nessa altura a galera já parecia mais animadinha, mas só isso mesmo.

Faz tempo que o underground de Niterói vai muito mal das pernas e é legal ter gente como o pessoal do The Feitos tentando fazer algo pelo underground da cidade. Quem sabe no próximo, com mais divulgação e um número maior de bandas, a galera resolve sair da toca?

por Rafael A.

sábado, 8 de fevereiro de 2003

Filhos da Pátria, Matilha, Yellow Green, Época, Sihuhanks / Paranoid Festival - Bar do Blues - SG

Festival concebido pelo pessoal do Zoeira Cultural. Tinha tudo pra ser perfeito, já fazia um tempo que a maioria dessas bandas não davam as caras no Bar do Blues. Não fosse por um outro show rolando no Recreativo Trindade (outro espaço em São Gonçalo) "simultaneamente". Pra falar a verdade nem fiquei sabendo desse show, mas quando me disseram que só ia rolar banda cover fiquei feliz por estar no Bar do Blues! Vamos ao show:

Mesmo com um outro evento no mesmo dia o público do Bar do Blues não foi ruim não, tinha uma galera legal que viu o Filhos da Pátria, já com o vocalista Luizinho de volta, subir ao palco e mandar suas músicas (algumas depois de receberem um trato especial) com um disposição do caramba. Em seguida veio o Matilha, com seu novo (?) vocalista já perfeitamente adaptado à função. Fecharam com Refuse/Resist do Sepultura (ué, cover? Pêra lá: foi só unzinho e ficou legal pra caramba!).

Logo após foi a vez do Yellow Green, de Friburgo. Pausa: que banda é essa? Fazia tempo que não via show dos caras, tá bom demais! Smashing Pumpkins, Alice in Chanis, Pixies... tudo batido no liquidificador... e o resultado? Um show maravilhoso de rock alternativo pra ninguém botar defeito. Como se não bastasse o Yellow Green toma o palco pra fechar a noite (o Sifuhanks não tocou) os caras do Época. Primeira vez que vi com Rogério (ex-A Hydra) na guitarra. O som da banda ganhou mais (!?!) pitadas de progressivo. Banda redondinha e prestes a lançar seu terceiro cd. Que venha!

Entre covers e sons próprios fico com quem tem algo novo pra mostrar.

por Rafael A.

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