sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Maratona do Rock


Espaço Convés (Gragoatá, Niterói)

THE KNUTZ – CARAS DE VIDRO – SENTIDO ALTERADO – THE BRUNOS – CARTOLAS – CIRCO MODERNO


Primeiro dia de Maratona do Rock no Convés! Evento que promete levar a galera pro Convés em pleno feriadão. E apesar de ‘nossa querida Niterói’ se transformar em cidade fantasma em qualquer sinal de feriado que seja, a galera compareceu. Óbvio, chegando sempre muito depois da hora marcada na divulgação. Vamos falar de som?

Quem deu início a maratona foi o pessoal da Cartola. Apesar de ser uma banda corretinha, a galera peca por ficar presa a covers e versões. Se saíram até bem interpretando sons do Brock’80, mas derraparam feio demais em versões equivocadas para canções de Pato Fu e Cake. O som mal equalizado no palco (que fique claro – não tem haver com a sonorização do evento) não serviu de desculpa pra banda Sentido Alterado. Mesmo ficando claro que se trata de uma banda nova, dando seus primeiros passos (e, possivelmente, fazendo uma de suas primeiras apresentações) o som com influências gritantes de bandas de Seattle não convenceu. Apresentação fraca. Quem parece que subiu pra salvar a parada foi o pessoal da Caras de Vidro. Destilaram um Rock n’ Roll bacana com influências de sons das antigas. Raulzito está lá sem sombra de dúvidas! Barulho bacana e presença de palco certeira de seu vocalista! Belo show, ponto pros caras!!!

O dever chamava este que vos escreve. Sendo assim não rolou de conferir as outras bandas do dia. Ficou pra uma outra oportunidade, inclusive, o show da banda Knutz, uma das coisas mais interessantes surgidas por aqui nos últimos tempos (parece que até na DDK os caras vão tocar!) ... E êita feriadão pra ter show esse, hein?

por Rafael A.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Metallica Pub apresenta

11/10/2007

Metallica Pub (Porto Novo, São Gonçalo)

ATAQUE PERIFÉRICO – INDEXTERITY – HALÉ – MATANDO CACHORRO À GRITO

Véspera de feriado e todo mundo disposto a beber o máximo que conseguir no menor espaço de tempo e gastando o menos possível! E daí, né? E daí que este que vos escreve se encontrava em situação semelhante. E já que voltamos com essa idiotice de resenhar shows e tal, e sendo que o feriado prometia uma penca de shows em tudo quanto era canto, não havia outra saída senão deixar nossa base de operações (bar) e rumar para o que prometia ser o evento mais interessante desta quinta-feira quente no Leste Fluminense.

É bem verdade que ter chegado atrasado ao Metallica Pub (por volta de uma da madrugada) não me credencia para falar do evento com propriedade. Porém, só pra variar, o evento também começou com um atraso considerável e ainda pude conferir parte da apresentação da carioca Halé. Aliás, um bom show da que foi a segunda a tocar na noite (a primeira havia sido a gonçalense Matando Cachorro à Grito). Banda redondinha executando um crust hc empolgante! Estão no caminho mais que certo! Ponto pra eles! Em seguida foi a vez dos paulistas ‘gente boa’ da Indexterity promoverem um verdadeiro massacre! Sem brincadeira, que banda! Hardcore extremo muito bem executado, riffs certeiros, peso e agressividade. Verdade também que boa parte dos presentes não parecia ter a menor idéia acerca de grind, metalcore, NYHC e afins (aliás, estilos por onde o som do Indexterity passeia). Mas foram esses mesmos que grudaram no palco (???) e assistiram a ótima apresentação da banda paulista.

Apesar de a atração mais aguardada da noite, a carioca Ataque Periférico, não ter podido tocar a noite foi bastante agradável, principalmente para fãs de hardcore extremo e similares. Aos poucos, o Metallica Pub vai voltando a incomodar os moradores do Porto Novo (o que, definitivamente, já se tornou um problema). Feriadão só no começo. Vamos ver como isso termina...

por Rafael A.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Humanos Mortos (CD Demo / Independente)

É estranho como determinados estilos, embora tenham público fiel e bandas aparecendo quando e de onde menos se espera quase nunca tem espaço mesmo na mídia independente. Há quem acredite que determinados tipos de som são mesmo panes para quem curte muito, ou o velho só para iniciados... Vai saber, né? Pois bem, dei essa volta toda pra apresentar essa galera vinda de Itaperuna, interior do estado do Rio de Janeiro. E que som fazem esses caras...

De cara, no vocal temos sr. Heron (clááááássico), responsável pelos berros da banda Uzômi. Completando a banda rola uma cozinha arrasadora e uma guitarra pra lá de esporrenta. Grind, Splatter, Gore, só a presença de sr. Heron nos vocais já dá margem para que relacionemos o som dos caras a uma penca de coisas e bandas, mas simplificando: Um senhor grindcore pra ninguém botar defeito! Me lembrou um pouco dos mineiros do Stomachal Corrosion. Humanidade X Humanismo e Patrimônio Genético são ótimos momentos do trabalho! Rola ainda uma versão grindcore para Thrash Breeds Thrash do Doom no final da demo.

Boa estréia e boa amostra do que deve ser ao banda Humanos Mortos ao vivo. Fica a torcida para que, em breve, apareça um álbum desses caras por aí. E, claro, para que o cenário descrito no começo da resenha mude em breve e mais gente possa ter acesso a estilos pouco difundidos. Parabéns pra eles!

por Rafael A.

Contatos:

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Centro - Itaperuna - RJ

CEP 28300-000 - Brasil

A/C: Vinícius

atentado_genocida@yahoo.com.br


sábado, 6 de outubro de 2007

Rockz, Manacá, A Kombi Que Pega Crianças, Noitibó, Espaçonave, Dissonância / Araribóia Rock Fest – 4ª edição - Studio Bar - Pendotiba - Niterói


6/10/2007

Quarta edição do Araribóia Rock Fest. rolando no Studio Bar. Um espaço clássico e fundamental para a história do underground de ‘nossa querida Niterói’ (até Dead Fish tocou lá há muito tempo atrás, lembra?) que fica em Pendotiba, um bairro estranho que consegue ficar entre Niterói e São Gonçalo, perto do nada e ‘ao lado do muito longe’, e ainda assim parecer não estar em lugar algum... E lá vamos nós de novo!

Quem deu as boas vindas à galera que chegava foi a Espaçonave. A galera de Niterói mostrou o mesmo power pop afiado de sempre, sons saindo do forno que já apontam novos horizontes no trabalho da banda e a versão pro som da banda gaúcha Bidê ou Balde que já vinha sendo apresentada nos shows. Já com um público maior na casa a também local Dissonância parece ter agradado a boa parte dos presentes apesar da apresentação, a meu ver, burocrática e um tanto quanto sonolenta. Em seguida foi a vez do, agora, quarteto Noitibó subir ao palco e mostrar sua mistura de Rock Alternativo e Samba-Rock com pitadas jazzísticas. Apesar da recepção fria do público a banda esbanjou competência e mostrou entrosamento e criatividade acima da média (ao menos, em se tratando de nosso combalido underground local).

A essa altura o povo já se sacudia sob o comando dos disquejóqueis da festa Juicebox que animavam os intervalos entre as apresentações. Foi aí que rolou o momento ‘estranhamento’ da noite. No palco a, até então desconhecida da maioria dos presentes, Manacá: O Rock Alternativo com pitadas de ritmos latinos e música regional definitivamente não convenceu. Tudo meio que forçado demais. Apresentação arrastada e burocrática que não se salvou nem no visual ‘a lá Pitty’ da bela vocalista com seu pandeiro (???).

E como diria o Matanza: ‘Eis que de repente eu vejo tudo melhorar’! A Kombi que Pega Crianças toma conta do palco do Studio Bar pra fazer, só pra variar, a melhor apresentação da noite! Teve de tudo: Troca Injusta, Pobre Menino e até a ‘crássica’ Pokemon! Energia, empolgação e o mesmo hardcore melódico bem humorado de sempre renderam a banda gonçalense a atenção do público e os melhores momentos do evento. Quem fechou a noite foi a carioca Rockz, já com um público bastante reduzido na casa. Aliás, público que, inexplicavelmente, parecia estar mais afim de curtir pista de dança do que show. Vai entender...

E no final das contas os destaques da noite ficaram sendo o show da KQPC e as cenas digamos... bizonhas protagonizadas pela galera da mesma KQPC e da Sttiva (que sim, são indies) no meio do salão ao som dos disquejóqueis que acertaram, ao menos uma vez, disparando Matanza a todo volume no meio da madrugada! E não é que esse povo prefere mesmo a pista de dança ao palco??? Jovens.... Aliás, como faz pra voltar pra casa????

por Rafael A. / foto: Rodolfo Caravana

sábado, 24 de junho de 2006

xCorneta Festx

Convés (Niterói/RJ)


NOÇÃO DE NADA – NO CRY, DANCE! – ESPAÇONAVE – NORTE CARTEL – TELLEVOLT


Pois bem, abandonei Argentina x México no intervalo, cancelei a saideira e rumei para o Convés certo de que estava atrasado. Chegando lá, percebi que não só eu, pois não havia uma viva alma sequer no lugar. Sim, fui o primeiro a pisar no Convés no dia da primeira edição do xCorneta Festx. Em breve o lugar estaria tomado de gente à espera da banda carioca Noção de Nada. Sem desmerecer um dos nomes mais importantes do underground carioca de sempre, o dia de hoje terminaria sendo de uma outra banda...

Mas vamos por partes, né? Já com um bom público no lugar a banda TellevoltThe Strokes, digo quase, pois em alguns momentos a coisa remete a bandas inglesas da década de oitenta. Cópia por cópia? Sou mais o Tellevolt. Bom show! Em seguida foi a vez da galera ex-Solstício do Norte Cartel apresentar um senhor hardcore no palco do Convés. Ainda não havia visto os caras. Gostei. Lembram que eu disse que outra banda havia roubado a cena? Sim senhor! Eles mesmos, a capa do FMZ#13 subiu ao palco e, na minha opinião, fez um dos melhores shows de bandas independentes que eu vi em muito tempo. Botou todo mundo no chinelo. A Espaçonave decolou (que trocadilho, hein?) e levou quem parou pra prestar atenção pra uma viajem ao som de indie, emocore, power pop, e sons alternativos de diversas procedências. Com CD novo no forno, nova guitarrista e Suzana, agora sim, à vontade pilotando teclado e voz ao mesmo tempo, a banda apresentou músicas novas que beiram a perfeição. Conseguiram envolver todos na frente do palco e arrancaram aplausos mais que merecidos ao final de sua apresentação. Claro, tiveram as já clássicas Agir Inocente e Faz Girar! Após a Espaçonave com, repito, um dos melhores shows de banda independente que vi nos últimos tempos, a No Cry, Dance! mostrou que é completamente fã dos norte americanos da As I Lay Dying. Com direito às inconfundíveis melodias à la Adrian Smith, e trechinho de Fear of the Dark do Maiden. Neste caso, cópia por cópia... E fechando a fatura os cariocas do Noção de Nada mostraram sons novos e clássicos como Bem Estar II, Antes da Enchente, Copacabana e outras que levaram a galera ao delírio. apresentou um som quase 110%

Fim de festa. A produção promete uma segunda edição do xCorneta Festx para o ano que vem no Teatro Odisséia. Fim de tarde e início de noite agradáveis, casa cheia, visita do juizado de menores, presença marcante por parte do público feminino, enfim, teve de tudo! Se fosse sempre assim, NÉ PÚBLICO?????

por Rafael A.

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