quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Rhuna

Rhuna

Rhuna (CD / CultPar - Universal Music)


Não deve ser fácil entrar e sobreviver na selva das grandes gravadoras, certo? Bandas dispostas a tentar seu lugarzinho nas paradas de sucessos também não faltam. Pois bem: Temos aí esta banda carioca em seu álbum de estréia com direito a distribuição de major e tudo o mais, os caras apostaram alto nesse primeiro trabalho: Single pra rádio, site bacana, lançamento de primeira com toda a pompa e tudo como manda o figurino. Será que eles conseguem?

Em uma das guitarras, o nome do virtuose e premiadíssimo Alex Martinho chama a atenção e nos deixa com a pulga atrás da orelha para ver qual é a do som do Rhuna. Mas nem adianta esperar por solos intermináveis e na velocidade da luz por aqui. O lance é um pop Rock baseado em composições corretas, arranjos com cara ‘pesada’ e letras típicas do estilo. A cozinha formada pelo baixista Fabio Lessa e o batera Rodrigo Martinho cumpre sua função e não deixam a peteca cair. Na guitarra, o citado, Alex Martinho pode soar burocrático para os fãs de sua carreira instrumental, porém mostra competência em riffs bem colocados e bom gosto na escolha de efeitos e arranjos. Pode parecer estranho, mas algumas melodias lembram tremendamente Catedral. O vocalista Rafael também cumpre seu papel. Os destaques ficam por conta dos refrões de Sinal da Paranóia e Atitude que grudam na cabeça, as guitarras de O Certo, Opinião e a primeira música de trabalho Mergulho no Escuro que, pra mim fica como melhor momento do álbum.

Fica claro que trata-se de uma banda competente. Agora, a praia é o pop Rock e a intenção é, claramente, emplacar em rádios e MTVs por aí. De novo, nem adianta esperar do guitarrista Alex Martinho algo próximo de seu trabalho instrumental. A julgar pelo que rola nos ‘grandes’ meios de comunicação e do nível do lançamento, é provável (e tem tudo para) que dê certo. Fãs de pop Rock, baladas açucaradas e afins podem adquirir sem sustos.

por Rafael A.

Rhuna

Contatos:

www.rhuna.com.br

domingo, 14 de outubro de 2007

3° Underground Festival


Clube Mauá
(São Gonçalo)

75 BANDAS – 15 DJ’S



° Underground Festival 3° Underground Festival

Enfim, mais uma edição do evento que uma vez por ano reúne uma penca de bandas espalhadas em uma penca de palcos tocando ao mesmo tempo. E isso sem contar os dj’s, stands e todo tipo de figura estranha circulando no meio dessa confusão toda! Apesar do evento ter sido adiado do último domingo de setembro pra esse dia 14 a expectativa ainda era de ótimo público no Clube Mauá (que, sinceramente, é um dos lugares mais estranhos onde já entrei – perguntaram até se meus cigarros seriam postos a venda). Enfim.

Lá dentro, algumas expectativas confirmadas: Sim, havia todo tipo de figura estranha circulando de um lado para o outro. A feira alternativa desta vez ficou bem bacana, apesar do número reduzido de expositores. E só rolaram quatro dos cinco palcos programados. Óbvio que não daria pra resenhar o show de todas as bandas que participaram, então vamos falar de alguns destaques do evento, ok? A galera que veio de Teresópolis, Região Serrana do RJ, fez bonito: Nuestro Sangue e Aftazardem, no palco hardcore fizeram apresentações impecáveis! A primeira apresentou um metalcore de primeiríssima, já a segunda teve seu ponto alto no cover de Centro do Pica Pau Amarelo da clássica Gangrena Gasosa. Do outro lado do clube, no palco do metal a Unliver também fez uma bela apresentação apesar de não ter sido prestigiada por muitos dos presentes. De volta ao palco hardcore (que foi, de longe, o mais interessante do evento apesar de algumas bandas completamente deslocadas) a Kombi que Pega Crianças subiu com jogo ganho só pra variar. Daí, foi só administrar o resultado e agitar o povo com sons como Pokémon e tantas outras já conhecidas da galera.

Outras que conseguiram bons resultados foram Segundo Quarto, Shar, Seu Miranda, Sem Nada (ótimo show, que o público ignorou pra rebolar ao som de um dos dj’s) e Ckuela. Óbvio que não rolaram as 75 bandas prometidas na divulgação do evento, e é claro que a falta de um dos palcos meio que embolou o meio de campo (deixando bandas completamente deslocadas em palcos que não tinham nada haver com seu som), mas uma coisa marcou quem prestou um pouco de atenção no que rolava no Clube Mauá nesta tarde de domingo: Ao menos pra mim, soa patético e altamente desestimulante (pra alguém que trabalha no meio underground) perceber que a maioria do público presente estava mais afim de se contorcer ao som das músicas executadas pelos dj’s do que curtir os shows das bandas. Sei lá, não consigo compreender o que passa na cabeça dessa galera nova, não mesmo. Pra não descer o nível da resenha: Ridículo!

Enfim, pelos meus cálculos cerca de 30 bandas se apresentaram. Algo em torno de 5 ou 6 dj’s tocaram (embora apenas um deles, o último que vi, tenha se preocupado em tocar algo de relevante). O público não foi, de longe, o esperado e não rolaram bandas que não só eu, mas boa parte da galera estava afim de ver, como a Norte Cartel. Ainda assim foi uma tarde agradável; cansativa, porém agradável. Encontrar um monte de gente e tomar umas cervejas. Ao que tudo indica ano que vem tem outro. Vamos ver no que dá.

por Rafael A.


sábado, 13 de outubro de 2007

Punk Rock e HC – Som Anti-Aquecimento Global

Bar do Bigode (Praça da Bandeira, Rio de Janeiro)


FUNGUS & BACTÉRIAS – LACRÁU – SEM NADA – INÉRCIA – MPO – MNK – CU

Sempre bom voltar aos eventos promovidos por UPI & Cia. Ainda mais na boa e velha Rua Ceará, bem pertinho da Vila Mimosa! E nesta noite de sábado, fora a presença das bandas cariocas e de duas bandas de São Gonçalo, ainda rolaria a volta dos meus camaradas do Fungus & Bactérias fazendo show de aquecimento para a Hell and Hell Tour! A noite prometia!

E lá foi o Tio Satan aqui atravessar a ponte e pisar mais uma vez na rua mais clássica do underground carioca! Chegando lá o clima era dos melhores: Churrasco, cheiro de cerveja no ar e Fungus & Bactérias, que havia dado o ponta pé inicial nos shows, tocando. Pronto! F&B de volta a atividade! Tirando o chapéu esquisito do guitarrista PC e o fato de o Sr. FMZ (na outra guitarra) que não tem um pingo de juízo e ainda se comporta feito um debilóide no palco, tudo está no lugar! Após o show do F&B me senti na obrigação de dar uma volta pela área e rever velhas amigas, logo ali ao lado. O passeio não foi dos mais proveitosos, em todo caso... Enfim, voltei a tempo de assistir a mais apresentações. Algumas delas merecem destaque: Inércia e Sem Nada, ambas de São Gonçalo fizeram ótimos shows e tiveram em seus ‘hits’ o ponto alto de suas apresentações. A primeira com Degradação Humana (que eu não ouvia desde a época do Zoeira Cultural) e a Sem Nada com... Sem Nada!

Pois bem, missão cumprida! O F&B está de volta.... E o Tio Satan também! Que venham outros shows. Mais eventos como esse. Outras confraternizações e muitas outras visitas a Rua Ceará! Viva o bom e velho Rock n’ Roll e todos que trabalham por ele sem esperar absolutamente nada em troca! E desculpem por não haver foto, mas ainda não consegui comprar minha tão sonhada câmera digital (N.E.: Quem sabe se o senhor diminuir essas visitinhas à Rua Ceará não consegue juntar algum dinheiro? Aliás, debilóide é o c******!). Até a próxima!

por Tio Satan

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Maratona do Rock


Espaço Convés (Gragoatá, Niterói)

THE KNUTZ – CARAS DE VIDRO – SENTIDO ALTERADO – THE BRUNOS – CARTOLAS – CIRCO MODERNO


Primeiro dia de Maratona do Rock no Convés! Evento que promete levar a galera pro Convés em pleno feriadão. E apesar de ‘nossa querida Niterói’ se transformar em cidade fantasma em qualquer sinal de feriado que seja, a galera compareceu. Óbvio, chegando sempre muito depois da hora marcada na divulgação. Vamos falar de som?

Quem deu início a maratona foi o pessoal da Cartola. Apesar de ser uma banda corretinha, a galera peca por ficar presa a covers e versões. Se saíram até bem interpretando sons do Brock’80, mas derraparam feio demais em versões equivocadas para canções de Pato Fu e Cake. O som mal equalizado no palco (que fique claro – não tem haver com a sonorização do evento) não serviu de desculpa pra banda Sentido Alterado. Mesmo ficando claro que se trata de uma banda nova, dando seus primeiros passos (e, possivelmente, fazendo uma de suas primeiras apresentações) o som com influências gritantes de bandas de Seattle não convenceu. Apresentação fraca. Quem parece que subiu pra salvar a parada foi o pessoal da Caras de Vidro. Destilaram um Rock n’ Roll bacana com influências de sons das antigas. Raulzito está lá sem sombra de dúvidas! Barulho bacana e presença de palco certeira de seu vocalista! Belo show, ponto pros caras!!!

O dever chamava este que vos escreve. Sendo assim não rolou de conferir as outras bandas do dia. Ficou pra uma outra oportunidade, inclusive, o show da banda Knutz, uma das coisas mais interessantes surgidas por aqui nos últimos tempos (parece que até na DDK os caras vão tocar!) ... E êita feriadão pra ter show esse, hein?

por Rafael A.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Metallica Pub apresenta

11/10/2007

Metallica Pub (Porto Novo, São Gonçalo)

ATAQUE PERIFÉRICO – INDEXTERITY – HALÉ – MATANDO CACHORRO À GRITO

Véspera de feriado e todo mundo disposto a beber o máximo que conseguir no menor espaço de tempo e gastando o menos possível! E daí, né? E daí que este que vos escreve se encontrava em situação semelhante. E já que voltamos com essa idiotice de resenhar shows e tal, e sendo que o feriado prometia uma penca de shows em tudo quanto era canto, não havia outra saída senão deixar nossa base de operações (bar) e rumar para o que prometia ser o evento mais interessante desta quinta-feira quente no Leste Fluminense.

É bem verdade que ter chegado atrasado ao Metallica Pub (por volta de uma da madrugada) não me credencia para falar do evento com propriedade. Porém, só pra variar, o evento também começou com um atraso considerável e ainda pude conferir parte da apresentação da carioca Halé. Aliás, um bom show da que foi a segunda a tocar na noite (a primeira havia sido a gonçalense Matando Cachorro à Grito). Banda redondinha executando um crust hc empolgante! Estão no caminho mais que certo! Ponto pra eles! Em seguida foi a vez dos paulistas ‘gente boa’ da Indexterity promoverem um verdadeiro massacre! Sem brincadeira, que banda! Hardcore extremo muito bem executado, riffs certeiros, peso e agressividade. Verdade também que boa parte dos presentes não parecia ter a menor idéia acerca de grind, metalcore, NYHC e afins (aliás, estilos por onde o som do Indexterity passeia). Mas foram esses mesmos que grudaram no palco (???) e assistiram a ótima apresentação da banda paulista.

Apesar de a atração mais aguardada da noite, a carioca Ataque Periférico, não ter podido tocar a noite foi bastante agradável, principalmente para fãs de hardcore extremo e similares. Aos poucos, o Metallica Pub vai voltando a incomodar os moradores do Porto Novo (o que, definitivamente, já se tornou um problema). Feriadão só no começo. Vamos ver como isso termina...

por Rafael A.

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