sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Araribóa Rock apresenta

Espaço Convés (Gragoatá, Niterói)


DIRVE-IN – FAKE NUMBER – SEU MIRANDA – FLAY – CKUELA – OITAVO PECADO – PRINCÍPIA


Mais uma noite de sexta-feira no Convés. Mais uma cortesia do pessoal do Movimento Araribóia Rock para a galera dessa cidade estranha e desconfortável, mais conhecida como ‘nossa querida Niterói’. Pelo sim, pelo não, fomos conferir o barulho!

A ‘Cidade Sorriso’ receberia, desta vez, a visita de duas bandas vindas de Sampa pra fazer barulho junto ao pessoal daqui da área. Nada contra nenhuma das bandas cujas apresentações perdemos, ok? Porém, por motivos de força maior (bar) esta valorosa equipe só conseguiu chegar ao convés no meio do evento. Ao que parece quatro bandas já haviam passado pelo palco. Chegamos em tempo de conferir parte da boa apresentação da banda carioca Flay. Pop Rock com trejeitos pesados agradável. Destaque para a bela vocalista que encantou a todos (não só pela voz...) com sua apresentação. A galera parecia estar gostando, já que várias criaturas estranhas se amontoavam na frente do palco naquele momento. Em seguida foi a vez do Miami Rock da Seu Miranda colocar o povo pra cantar Carne, Queijo ou Frango, Eu sou o Cara mais Estilo que Eu Conheço e outras. Para fãs do estilo, parece ter sido bom. Oitavo Pecado sobe ao palco e faz o melhor show da noite (ao menos dos que eu vi). Com seu... sei lá o que é aquilo. Metalcore? Nem tanto. Screamo? Pode até ser. O que importa é que a banda, ao contrário de boa parte de suas contemporâneas locais, manda bem. Os caras parecem ter plena noção do que fazem com seus respectivos instrumentos. Sendo que hoje em dia isso por aqui anda raro... quem liquidou a fatura foram os paulistas da Fake Number (fomos informados pela produção que não rolaria show da Drive-In – engraçado é que o público já sabia disso há tempos.. quem manda não ser bacana, descolado e andar por dentro das novidades quentes da 'cena'?). De novo, um Pop Rock com carinha pesada e sons prontos pra serem embalados e virar hit. Sério mesmo, parece que todo mundo quer chegar no mesmo lugar. Bem estranho... enfim. Um bom show. Correto, redondinho e sem muito o que se comentar. Sonolento, diria eu.

Acho que esse fecha o ano, certo? Ao menos em Niterói, duvido que alguém se anime de fazer algo entre o Natal e o Ano Novo. Um ano curioso. Sob diversos aspectos. Só que aqui não é lugar de discutir isso, certo? Então, nos vemos em algum boteco imundo para, aí sim, tecer comentários acerca dessa baboseira, oops, digo, cena! Aceitamos convites para comemorações de fim de ano idiotas e sem sentido. Coloca a Brahma no gelo aí!

por Rafael A. / foto Gisele Duarte

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Shar

Shar

Zero Círculo (CD Demo / Independente)


Shar

E pra quem acha que a gente não fala de banda de ‘nossa querida Niterói’ tá aí Zero Círculo, trabalho de estréia da banda Shar, que vem divulgando seu trabalho em apresentações bastante elogiadas aqui pela região. Banda com vocal feminino é sempre bacana, certo? Ao menos pra mim, sim. Só que não adianta ser qualquer vocal pra agradar assim logo de cara. Vamos ver se a Shar passa no teste.

E não é que o trabalho foi muito bem feito? Pois é, a vocalista Aline Nabisi fez bonito executando melodias, até certo ponto, complicadas, com a classe de uma veterana. A moça ouviu, fatalmente, muito Cássia Eller (será que acertei?). O nível das composições e dos arranjos também ajuda, e muito. A Shar se sai bem executando um Rock Alternativo cheio de referências a bandas do naipe de Joy Division, Smashing Pumpkins, Nigthwish (ao menos me pareceu em alguns momentos) e nomes de peso do Brock 80. Os arranjos bem cuidados e o teclado bem usado (nem todo mundo sabe o que fazer com um) dão ao som da banda um ar classudo, envolto em um clima soturno bastante interessante. Rolam alguns destaques sim. A batera tribal de Castelo de Cartas dá um ganho bacana na canção. Estação da Luz com letra baseada no poema de mesmo nome de Érika Machado, por incrível que pareça lembra coisas do Ira! no disco 7. Se for citar tudo não terminaria nunca. Até porque rolam bastantes detalhes a serem destrinchados, por assim dizer. E isso é ótimo!

Bom começo do pessoal da Shar. Apesar de explorarem sonoridades por vezes complexas conseguem dar ao som da banda um ar acessível. Embora alguns ouvidos possam não ficar muito à vontade, o som da Shar tem tudo pra conquistar mais admiradores. Ponto pra eles.

por Rafael A.

Contato:
www.myspace.com/bandashar
www.tramavirtual.com.br/shar
olhosdeshar@gmail.com
Shar

sábado, 15 de dezembro de 2007

Juicebox Rock Party - Especial de Natal

Espaço Convés (Gragoatá, Niterói)


DELUXE TRIO – PANDORA BOX’S – THE JOHN CANDY – ESPAÇONAVE



Me sinto honrada em fazer essa humilde primeira colaboração para o FMZ. Por nunca na minha vida ter feito isso, peço compreensão com minha falta de destreza para tal tarefa. Mas vamos ao que interessa.

E aconteceu a última edição do ano da festa Juicebox, que vem juntando cada vez mais freqüentadores, no Espaço Convés. Vários “ícones” da cena (???) presentes, cerveja e rock. Chego na casa minutos antes da primeira apresentação, e a primeira banda a subir no palco é a “nova Noção de Nada”, a carioca Deluxe Trio. Ainda havia pouca gente dentro do Convés nesse momento, mas ao ouvir os primeiros acordes a galera se animou a entrar e começou a encher o lugar. Para quem gosta da banda, o show valeu a pena. Com direito a gente bêbada subindo no palco pra cantar a última música (Eu que fiz isso? Imagina se eu seria capaz...).

Acaba o primeiro show. Dj's colocam as pessoas descoladas para sacolejar o esqueleto, mas não por muito tempo. Logo em seguida, entra outra banda e essa se chama Pandora Box's. Pelo que deu pra entender, era o primeiro show da mesma, tendo como vocalista uma menina. No flyer estava escrito que a banda tinha influências de Rockabilly... eu acho que o Rockabilly deles não agüentou andar até o Convés e ficou lá na Cantareira mesmo. Mas o fato de ser uma menina no vocal me chamou a atenção, funciona bem visualmente.

Quando estava comprando a enésima cerveja da noite (contrariada por pagar três reais numa Itaipava; cerveja tava muito cara, minha gente! Preço mais razoável já, apelo de uma bebum desesperada e pobre), a boa The John Candy mostrou a que veio e me agradou um bocado. Só conhecia a banda de nome e sempre me falavam bem, mas nunca tive oportunidade e/ou interesse de conhecer. Banda bacana, músicas legais, show redondinho. Um indie rock bem competente, diga-se de passagem. Mas quem se importa quando soa mais interessante mostrar o quão moderno é seu novo corte de cabelo pros amiguinhos “andergráundi”, não é mesmo?

Último show da noite com a banda que é, sem dúvida, uma das mais legais de Niterói. Espaçonave tocou e não fez feio também. O que prejudicou o show foi o microfone da vocalista que estava baixo demais, pra quem não conhece a banda não dava pra entender muita coisa do que ela cantava. Mas isso já não é culpa da banda.

Depois disso foi a vez dos Dj's tomarem conta da pista de vez, executando de músicas modernas para público idem até música pop no melhor estilo MTV.

Resumo da ópera: evento ok, noite divertida. Só o que não estava nem um pouco ok era a desgraça do preço exorbitante da cerveja nossa de cada dia.

Então é isso, até a próxima roqueiragem (isso se nosso querido Rafael A. quiser cometer esse disparate mais alguma vez), gostei desse negócio de fazer resenha de show, se tenho aptidão aí já é outra história.

por Gisele Duarte

Rock na Garagem # 9 – Especial de 2° aniversário!


Rock na Garagem # 9 – Especial de 2° aniversário

Metallica Pub (Porto Novo, São Gonçalo)


Rock na Garagem # 9 – Especial de 2° aniversário

FUNGUS & BACTÉRIAS – REPRESSÃO SOCIAL – MATANDO CACHORRO À GRITO – T.A. – REESON – KÜMEDÔDIKÜALHEIO – JACK MOREIRA & OS SELVAGENS – COMANDO DELTA – CABEÇA DE BODE – VILIPÊNDIO


Rock na Garagem # 9 – Especial de 2° aniversário

Dia de comemorar os dois anos do Rock na Garagem! Evento da Latitude Zero Prod. realizado no Metallica Pub, em São Gonçalo. Aqui sim, as bandas podem se apresentar independente de estilo e o público pode conferir shows sem tirar um centavo do bolso. Uma iniciativa louvável do Sr. FMZ que resiste a mais tempo que boa parte dos eventos que acontecem por aí atualmente. Várias bandas bacanas e, o que é melhor, amigos tocando e se divertindo. E lá fui eu!

Dessa vez o Tio Satan chegou atrasado. O churrasco já rolava e, pelo que entendi, algumas bandas já haviam se apresentado (sendo que a pontual Cabeça de Bode ganhou o título de única banda a chegar – e tocar – no Metallica Pub na hora marcada! Pelo menos foi isso que eu ouvi...). Cheguei a tempo de assistir a lendária Repressão Social com seu Punk Rock. Destaque para a presença de palco da vocalista Gabriela que contagia a todos! Em seguida: Fungus & Bactérias no palco! Bom show, apesar de a versão para Poison Heart, dos Ramones ter saído meio estranha. Cogumelos Amarelos, Eu Não Acredito em Duendes e Bruxas no Telhado foram os destaques do show. Ainda deu tempo pra ver o show da banda Matando Cachorro à Grito! Show animado e público atento! E mesmo não tendo podido estar presente ficam aqui os parabéns do Tio Satan à Comando Delta e Jack Moreira & Os Selvagens que, segundo fiquei sabendo, fizeram bons shows.

Após os shows a galera ainda permaneceu no Metallica Pub bebendo e batendo papo até altas horas. Ao menos o Tio Satan aqui, tinha outros compromissos esta noite e, sendo assim, deixei a rapaziada por lá. E uma notícia em primeira mão: O Sr. FMZ já garantiu que em fevereiro o Rock na Garagem estará de volta (N.E.: Primeira mão??? Todo mundo já sabe disso criatura...)!

por Tio Satan / fotos Rodolfo Caravana

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Vilipêndio

Vilipêndio

Um Segundo de Glória (CD / Covil Records)


Vilipêndio

Confesso que com o encerramento das atividades do Garage fiquei meio que perdido com relação a boa parte do que rola no underground carioca. A clássica casa da Rua Ceará, em sua última encarnação, abrigou uma boa fatia das bandas que surgiam no cenário da Cidade Maravilhosa. E uma dessas bandas é a Vilipêndio. Aliás, foi lá mesmo que assisti um show deles pela primeira vez.

Resenhamos o primeiro trabalho desses caras faz um tempo aqui. E logo na primeira audição dá pra notar que rolou uma evolução considerável desde 15 Abismos, o debut da banda. Este Um Segundo de Glória parece seguir a mesma linha de seu antecessor: Letras com temas urbanos, tratando do cotidiano e das mazelas da vida nas grandes cidades. Assim como no citado 15 Abismos, as músicas notadamente se completam. É como se uma história fosse contada ao longo do álbum. Embora aqui, diferente do primeiro CD (que vinha acompanhado do livro com a história a ser contada ao longo das músicas), não haja uma história propriamente dita (ou não, vai saber...).

Como disse, rola uma evolução considerável na parada: Gravação ok, banda afiada e, enfim, encontrando a dose certa de distorção e peso. As influências de Slayer (no começo da música Shangri-lá), hardcore dos anos 80 (em Anestesiado), Hard Rock (no solinho bacana em Fantoches da Mídia) e, no caso do vocal, uma pitada aqui e ali de Mike Patton (em suas mil e tantas bandas...) continuam lá. Bom trabalho.

por Rafael A.

Contatos:
www.vilipendio.com

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